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quinta-feira, 29 de abril de 2010

Acharam a Dilma lutando pela democracia


O pessoal do Brasil Livre, que é da Rede Blogs pela Democracia, deu este furo histórico: encontrou uma foto da Dilma lutando sem armas pela volta do estado de direito. Não é que ela era a cara da Norma Bengell?

José Dirceu contra o Ministério da Segurança Pública = Marcola contra presídio de segurança máxima

José Dirceu só não foi condenado porque, no Brasil, a Justiça é muito morosa. O chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, segundo foi denominado pela Procuradoria Geral da República, usou de todos os recursos e truques para impedir que o processo andasse. Para ele, o Ministério da Justiça está ótimo como está. Desta forma, o Mensaleiro Mor só poderia sair contra a proposta de José Serra(PSDB) de criar o Ministério da Segurança Pública, uma estrutura profissional para prender bandido safado, para não deixar bandido de colarinho branco solto, para encanar bandido de duas caras, para enjaular político cassado que meteu a mão em dinheiro público, para agarrar consultor safado que faz lobby e enriquece às custas de relacionamentos espúrios. José Dirceu ser contra o Ministério da Segurança Pública é a mesma coisa que o Marcola ser contra presídio de segurança máxima. É legítima defesa.

O coração do ditador está com Dilma

Em visita à Lula, o ditador da Venezuela, Hugo Chávez, tentou justificar sua decisão de permanecer no governo por tempo indeterminado, de forma vitalícia Ao ser perguntado quando deixaria a Presidência, Chávez respondeu: "Eu não sei". A reação ocorreu ontem durante a visita do venezuelano a Brasília. Ele afirmou que no momento não tem sucessor e que, por isso, não há prazo definido para deixar o governo: — Agora, passados oito anos, Lula vai sair, por mandato da Constituição. Vocês vão eleger um novo presidente ou presidenta. Na Venezuela, não. Quando eu tenho previsto para entregar o cargo ao meu sucessor? Não tenho previsto isso. Não tenho sucessor no momento, nem está prevista sucessão". O ditador Chávez declarou, também, que o seu coração está com Dilma. O venezuelano não costuma mandar só beijos e abraços para candidatas amigas na América Latina. Para Cristina Kirchner, presidenta da Argentina, mandou malas e malas pretas com milhões de dólares, até uma ser apreendida pela polícia argentina, noescândalo conhecido como Maletinazo ou Valigate.

A POLITICAGEM MENTIROSA DE DILMA COM TANCREDO NEVES

Quando começou a história de #dilmentira, parecia provocação típica de campanha, mas realmente trata-se de um método da candidata petista. Há todo tipo de lorota, inverdade, cascata, fato desvirtuado etc. Alguns casos são meramente patéticos, como as montagens grosseiras de seu blog, no qual uma mesma foto pode ser espelhada e não-espelhada, com cartazes escritos de forma correta e invertida MA MESMA IMAGEM.




Em Minas Gerais, visitando São João Del Rey, Dilma protagonizou a cena abaixo:


Além da risada incabível para uma fotografia tirada num túmulo, foi um desrespeito à memória do político ali sepultado, pois o PT PROIBIU SEUS DEPUTADOS DE VOTAR EM TANCREDO NEVES E EXPULSOU OS TRÊS QUE DESOBEDECERAM. Notem a ironia: o candidato da Ditadura, no Colégio Eleitoral, era Paulo Maluf, hoje aliado de Dilma Rousseff.




O episódio poderia ter passado, mas prossegue. Hoje, a candidata comete o seguinte artigo, cujos trechos vão abaixo (todos comentados, com grifos meus):



“TANCREDO FOI UM GRANDE BRASILEIRO, QUE CONDUZIU O PAÍS DE VOLTA À DEMOCRACIA – Hoje se completam 25 anos da morte do presidente Tancredo Neves. Foi um grande brasileiro, que conduziu o país de volta à Democracia e ao Estado de Direito, com o sacrifício da própria vida. Nós, mineiros, sempre nos lembraremos dele pelo que disse no discurso de posse como governador de Minas Gerais, em 1983: – O primeiro compromisso de Minas é com a Liberdade! Foram palavras corajosas, num momento em que a sociedade brasileira se mobilizava para os confrontos decisivos com as forças do arbítrio. Tancredo é associado à sua capacidade de conciliação, mas também demonstrou sua coragem. Instaurada a ditadura, em 1964, não deu seu voto ao candidato do regime militar na eleição indireta.”



Às vezes é gaúcha, às vezes é cidadã de Fortaleza, às vezes “tem a cara de São Paulo”, mas neste texto Dilma é mineira, embora use a certidão de nascimento para fazer troça dos eventuais e convenientes conterrâneos. Afinal, está zombando de um herói local, de um mártir da democracia. E isso é, sim, zombaria.



Porque, no artigo, aponta como virtude de Tancredo – e de fato é inquestionável – sua “capacidade de conciliação”. E o que exatamente aconteceu na época? O MDB, por meio de Tancredo, entre outros grandes líderes, realizou um extraordinário processo de conciliação para vencer o PDS



O trecho “não deu seu voto ao candidato do regime militar na eleição indireta” é uma piada de mau gosto, um verdadeiro escárnio vindo de quem vem. E o PT, o que fez em 1985, quando finalmente o Brasil conseguia se ver livre da Ditadura? EXPULSOU quem votou em Tancredo! Agora, Dilma diz isso. E tem mais. Muito mais.



“Tancredo Neves foi um daqueles raros líderes que tinham preocupação sincera com a questão social no país – defendia o progresso para reduzir a desigualdade (…) Em minha primeira viagem desde que deixei o honroso cargo de ministra do presidente Lula, para assumir um novo desafio, estive em São João del-Rei, onde Tancredo nasceu e está sepultado (…) Pelo que fizemos no governo do presidente Lula, e pelo que ainda faremos juntos, podemos afirmar que começamos a realizar o sonho de Tancredo Neves…”



É demais. A viagem para São João Del Rey foi politicagem barata, quase tão risível quanto esse artigo, com direito à candidata posando para fotos DANDO RISADA num túmulo.



Mas vamos lembrar o que o PT achava do “raro líder que tinha preocupação sincera com a questão social no país”? Taí a capa (PDF) do Jornal da Tarde do dia 11/02/1985





Eis a verdade. Agora, Dilma tenta reescrever a história de acordo com a conveniência eleitoral. Seus heróis são outros, Dilma. Quem são mesmo eles? Quem são os “estadistas” que você sempre admirou em toda sua “trajetória política”? Seja honesta com o eleitorado e os assuma.




Tancredo, seguramente, não faz parte desse rol.

O GRANDE MONTE DE BELO MONTE: PAGAREMOS A CONTA

Não há outra leitura possível: Belo Monte é uma estatal. E que será fortemente subsidiada por você, leitor amigo. Se os R$ 83 megawatt-hora já eram considerados um valor proibitivo por empresas como Odebrecht e Camargo Corrêa, que não são exatamente inexperientes no assunto, imaginem os R$ 78, com deságio de 6,02%, da oferta do consórcio vencedor, o Norte Energia, formado de afogadilho, na última hora.




O governo acabou enganando todo mundo, inclusive o consórcio que estava talhado para vencer, liderado, na parte privada, pela Vale e pela Andrade Gutierrez. Quando a Odebrecht e a Camargo Corrêa anunciaram que estavam saindo do negócio, o governo se viu numa sinuca, e Lula, percebendo que seu remédio era ruim, resolveu dobrar a dose para ver se funcionava: anunciou que a usina seria construída de qualquer maneira, nem que fosse com recursos do Estado. E atuou para isso. E é o que vai acontecer. A um custo rigorosamente desconhecido. O governo fala em R$ 19 bilhões; as empresas, em R$ 30 bilhões. As obras, em regra, custam sempre mais do que o inicialmente previsto. Imaginem, então, quando, na largada, há tal discrepância de previsões.



O Planalto se agitou para tentar formar um consórcio que conferisse ao menos a aparência de competitividade. Mobilizou inicialmente os fundos de pensão das estatais, e se esperava a sua entrada num novo consórcio. Subitamente, houve uma mudança de rumo, e o Norte Energia ganhou corpo sem eles. Paralelamente, Erenice Guerra, atual chefe da Casa Civil, mobilizou Odebrecht e Camargo Corrêa para que voltassem, de algum modo, à disputa, aí ao lado do grupo liderado por Vale e Andrade Gutierrez. Não seriam parte do consórcio propriamente, mas uma espécie de construtoras-âncoras.



Só que “venceu” o tal Norte Energia, que chegou ao leilão já com fraturas internas. A Queiroz Galvão exigiu da Eletrobras a garantia de que teria, como empreiteira, 80% da sobras civis de Belo Monte. Não conseguiu, anunciou a saída, embora tenha depositado a sua parte (R$ 19 milhões) na garantia de R$ 190 milhões que se exigia de cada consórcio. Agora teria pedido sete dias para decidir se volta ou não. A J. Malucelli também desistiu.



Dado o andamento das coisas, talvez se pense lá nas bandas do Planalto: “Tanto melhor!” Os fundos de pensão — Petrus e Funcef — e a Eletronorte voltaram à narrativa e tentam encontrar um jeito, sob inspiração do governo, de aderir ao consórcio vencedor. Então ficamos assim: a Chesf (Companhia Hidroelétrica do São Francisco), subsidiária da Eletrobras, detém, individualmente, a maior fatia do consórcio (quase 50%); o BNDES financiará 80% da obra; fundos de pensão e Eletronorte devem entrar na jogada, e haverá incentivos fiscais para a usina.



O que isso significa? Trata-se de uma estatal! O “Modelo Dilma” para a infra-estrutura prefere dispensar o capital privado; opta por fazer tudo às expensas do estado; considera mais produtivo remunerar as construtoras do que tê-las como investidoras em energia e está disposta a sustentar a sua “energia barata” com subsídios do conjunto da sociedade. Recupera-se, assim, a pior prática no regime militar nessa área.



Ideologia? Incompetência? Coisa pior? Vai saber… Talvez seja uma soma de tudo isso. Uma coisa é certa: decisão dessa envergadura não se toma no apagar das luzes do governo, a não ser que se esteja interessado em fazer propaganda, como certamente veremos, de caráter eleitoreiro — exaltando, naturalmente, as virtudes do Brasil grande, em clima de “ninguém segura estepaiz…”



O “modelo Dilma” da “energia barata” deu nessa maravilha que estamos vendo — e o país pagará o custo dessa opção nos próximos anos. Ainda que com ingredientes um pouco diferentes, conhecemos as conseqüências da opção pelo “pedágio barato” nas rodovias federais: continuam a ser uma coleção de buracos e desbarrancamentos, e seu maior custo se mede em vidas.



Lula disse que faria a usina de qualquer maneira. Está cumprindo a promessa. Será de qualquer maneira

O ESTADO POLICIAL LULIANO: Como pressionar um juiz federal a favor do governo!!!

É, moçada! O pessoal não brinca em serviço. Em entrevista a João Carlos Magalhães, da Folha, o juiz Antonio Carlos Almeida Campelo, da Justiça Federal em Altamira (PA), que concedeu as três liminares contra o realização do leilão de Belo Monte, revelou que foi, como posso dizer?, serenamente importunado por agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência). Leiam trechos. Comento em seguida.


(…)

FOLHA – O senhor se sente pressionado?

CAMPELO - Recebi procuradores da AGU, da Aneel e do Ibama e, por mais de uma hora, ouvi suas alegações e fiz algumas ponderações. Mas não foi suficiente para eu modificar minha decisão. Não me sinto pressionado, mas estou incomodado com várias solicitações de agentes da Abin, que não vejo como um órgão de representação judicial. Não entendo o que eles estão investigando.



FOLHA – Como e quando essas “solicitações” ocorreram?

CAMPELO - Não houve conversa com agentes da Abin. Dois agentes da Abin estiveram na subseção de [Justiça Federal em] Altamira atrás das decisões e querendo saber quando eu daria outras decisões. Ligaram várias vezes para o diretor da subseção de Altamira querendo informações sobre o teor das decisões e o momento em que eu liberaria. Pediram cópias de minhas decisões por e-mail [todas já haviam sido disponibilizadas na internet].



Voltei

Ouvida pelo jornal, a agência afirma que não fez nada de ilegal e se sai lá com um burocratês meio cretino: “A Abin possui uma equipe em visita oficial ao local com a finalidade de acompanhar a conjuntura regional e, assim, cumprir a sua missão legal. Entre as atribuições legais previstas pela lei 9.883/99 (que institui a Abin) estão a obtenção, a análise e a disseminação de conhecimentos sobre fatos e situações de imediato ou potencial interesse para o processo decisório nacional”.



A Abin despache quantos agentes quiser onde quer que haja um juiz tomando uma decisão que o governo considera importante. Mas o papel do agente certamente não inclui criar perturbação que acaba chegando até o juiz. Ora, quem quer que tenha telefonado para a subseção de Altamira “querendo informações” estava fazendo um claro, inequívoco e inquestionável trabalho de intimidação. Imaginem:

— Alô, aqui quem fala é Fulano, agente da Abin.

— Olá, Agente da Abin, em que posso ser útil?

— O sr. poderia nos adiantar o teor da sentença do juiz?



Ora, isso é inaceitável. Ridículo até. Imaginem se, nos processos de privatização de estatais, no governo FHC, que também contou com guerra de liminares, agentes da Abin tivessem deixado claro aos juízes: “Estamos acompanhando tudo o que senhor faz. Estamos na área”.



Isso é bem mais grave do que parece, ainda que a agência tente fazer de conta que só cumpriu uma espécie de rotina. Uma ova! Um juiz não pode ser perturbado pelo serviço de Inteligência do Estado. Cabe ao Judiciário e ao Senado uma reação à altura.

Você conhece a pinoquioteca do LULA?


Lula
  • Lula anunciou a recuperação das rodovias federais, mas fez apenas uma operação tapa-buraco.
  • Lula disse que nunca se combateu tanto a corrupção e o crime organizado, mas sua campanha teve caixa 2 de R$ 55 milhões.
  • Lula previu que não haveria reajuste das tarifas de eletricidade em 2006, mas os aumentos para residências chegaram a 11,86%, e para a indústria, a 32,14%.
  • Lula atacou a política de combate à dengue de FHC, mas foi contra concurso para contratar “mata-mosquitos”.
  • Lula prometeu instalar 30 usinas de biodiesel, mas até agora apenas três estão em funcionamento.
  • Lula anunciou em 2006 recursos novos de R$ 18,7 bilhões para casa própria, mas R$ 18,15 bilhões já estavam previstos anteriormente nos orçamentos da União e do FGTS.
  • Lula foi duro crítico de denúncias de corrupção, mas sobre os escândalos capitaneados por petistas disse que “errar é humano”.
  • Lula criticava a remessa de lucros ao exterior, mas entre 2003 e 2006 de cada US$ 10 que entraram no país, US$ 6 foram remetidos às matrizes. No governo FHC, eram US$ 2 para cada US$ 10.
  • Lula inaugurou em 2006 o Aeroporto Internacional de Recife, mas a obra já tinha sido inaugurada dois anos antes.
  • Lula disse que repassou a Alagoas mais recursos que FHC, mas tinha repassado 72% do que FHC.
  • Lula disse que o assassinato do prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel foi político e não era investigado porque envolvia gente graúda, mas não investigou e ainda afirmou que o crime era comum.
  • Lula disse que Sarney era um dos maiores latifundiários do Maranhão, mas fez dele um dos seus principais conselheiros.
  • Lula disse que Sarney perdeu totalmente a representatividade interna e externa, mas apoiou a eleição e permanência dele na presidência do Senado.
  • Lula disse que Sarney governava como um moleque, mas, nos escândalos do Senado, disse que era preciso respeitar a biografia dele.
  • Lula disse que não fazia falsas promessas, mas anunciou o plano de desenvolvimento sustentável da BR-163 pela terceira vez.
  • Lula criou em 2006 a Universidade Federal do Grande ABC (UFABC), mas até hoje as obras estão prontas.
  • Lula prometeu levar água para os moradores da zona rural de Caetés (PE), mas não levou.
  • Lula defendia a ética, mas admitiu que o PT fez caixa 2.
  • Lula defendia a ética, mas tentou abafar o “mensalão”.
  • Lula disse que José Dirceu pediu afastamento do comando da Casa Civil, mas afirmou que o demitiu por causa do mensalão.
  • Lula disse ter criado a Controladoria Geral da União, mas ela foi criada por FHC.
  • Lula afirmou que era plenamente responsável pelo o que acontecia na Presidência, mas negou responsabilidade no “mensalão.”
  • Lula prometeu reduzir o déficit da Previdência, mas o rombo das contas do INSS subiu de R$ 17 bilhões para R$ 37,5 bilhões entre 2003 e 2006.
  • Lula prometeu o “espetáculo de crescimento”, mas o Brasil foi o país emergente que menos cresceu.
  • Lula disse que existiam 300 picaretas no Congresso, mas apoia os senadores Renan Calheiros, José Sarney e Fernando Collor.
  • Lula disse que a imprensa tinha um papel muito importante na conquista da democracia, mas agiu para expulsar do Brasil o jornalista Larry Rohter, correspondente do The New York Times no país.
  • Lula criticou as privatizações, mas implantou o regime de concessão de no setor energético.
  • Lula criticou as privatizações, mas privatizou 2.600 quilômetros de rodovias federais.
  • Lula criticou as privatizações, mas concedeu à iniciativa privada a exploração de florestas no Pará.