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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

SERÁ ESSA A IMPRENSA GOLPISTA DO LULA?

Olha a multa para quem não responder ao censo do IBGE

Se você não responder ao censo...


Texto na íntegra:
COMUNICADO
Senhor Morador,
O CENSO DEMOGRÁFICO 2010 do IBGE, amparado pela Lei Federal No. 5.534, de 14 de novembro de 1968, declara que há obrigatoriedade na prestação das informações solicitadas durante a entrevista realizada pelos seus recenseadores.
A recusa na prestação das informações será considerada como infração. O coinfrator“ficará sujeito à multa de até 10(dez) vezes o maior salário mínimo vigente no País; e até o dobro desse limite quando reincidente [...] “, de acordo com a Lei No. 5.534. Vale ressaltar que esta mesma Lei garante o sigilo das informações prestadas, que serão utilizadas, exclusivamente, para fins estatísticos e não poderão ser objeto de prova, em hipótese alguma, para processo administrativo, fiscal ou judicial, excetuado apenas no que resultar de infração a dispositivos dessa Lei.
Desde já, agradecemos a sua colaboração.
Reprodução fotográfica:
Censo 2010 e a multa para quem não responder
Censo 2010 e a multa para quem não responder

Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Midiática


Avram Noam Chomsky é um cientista, linguista e ativista político americano. Seu trabalho no campo de linguagens formais é impressionante e muitos de nós que estudamos linguagens formais deve se lembrar de sua classificação de linguagens formais.

A matéria abaixo foi retirado do site http://www.institutojoaogoulart.org.br/ e resume as idéias de chomsky a respeito do uso da mídia para manipulação do povo.

O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

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Estou para assistir este vídeo, "Consentimento Fabricado", baseado em um livro de mesmo nome de Chomsky. Infelizmente, apenas em inglês.

Popout

Fontes:

Instituto Joao Goulart : Chomsky e as 10 Estratégias de Manipulação Midiática
Blog de Chomsky
Blog novo (interessante o id não ;))

Estudo comprova que quase todos os bebês precisam de complementação de Vitamina D

Quase nenhuma criança com idade inferior a um 1 ano tem vitamina D o suficiente em suas dietas para atender as novas orientações, de acordo com um estudo conduzido por pesquisadores do CDC americano e publicado no periódico Pediatrics.

Os pesquisadores utilizaram um levantamento sobre alimentação infantil a nível nacional nos EUA realizado entre 2005 e 2007 para estimar a média diária de vitamina D ingerida pelas crianças americanas. Eles descobriram que apenas 20 a 37 por cento dos lactentes alimentados com leite infantil estavam recebendo a dose diária recomendada de 400 UI de vitamina D através da sua dieta. Entre as crianças amamentadas, o número foi ainda menor - de 5 a 13 por cento.

O leite materno é pobre em vitamina D, talvez porque os bebês humanos tipicamente gastaram grandes quantias de tempo ao ar livre durante a nossa história evolutiva. A vitamina D é produzida pela pele após a exposição aos raios UVB do sol, e é quase impossível para crianças ou adultos absorver quantidade necessária de vitamina D apenas através da dieta. Uma criança teria de beber um litro de leite infantil por dia, por exemplo, para atingir as recomendações de ingestão de vitamina D.

No entanto, o medo do câncer de pele levou a Academia Americana de Pediatria a recomendar para que as crianças não tenham contato direto com o sol nos primeiros seis meses de vida, e que só sejam permitidas serem expostas ao sol usando filtro solar ou roupas de proteção após os 6 meses - o que torna impossível a síntese de vitamina D. A única maneira de conciliar as recomendações do sol e as recomendações de vitamina D é, portanto, sugerir suplementos de vitamina D para quase todas as crianças.

"Crianças amamentadas definitivamente precisam de suplemento à vitamina D, e a maioria dos bebés alimentados com leite artificial provavelmente precisam também de suplementação para obter 400 UI (unidades internacionais) por dia," disse o pesquisador Cria G. Perrine.

Alguns médicos começaram a questionar a recomendação de manter todas as crianças fora do sol, mas Perrine diz que as orientações não devem ser alteradas em um futuro próximo.

Mais curiosamente, um relatório da OMS de 2001 afirma que o leite infantil artificial preparado de acordo com o padrão do Codex Alimentarius é nutricionalmente adequado e seguro como alimento complementar e um adequado substituto do leite materno. Novamente o Codex Alimentarius garantindo que tenhamos uma alimentação o mais artificial possível.

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Em um outro artigo no Terra mostra a ligação entre a falta de vitamina D em recêm-nascidos e a esquizofrenia, que já havíamos citado neste blog anteriormente.

Pouca vitamina D em recém-nascidos pode aumentar risco de esquizofrenia

A esquizofrenia é uma doença sem cura marcada por alucinações, alterações na afetividade e problemas nas atividades sociais. E, de acordo com cientistas do Instituto do Cérebro da Universidade de Queensland, na Austrália, o baixo nível de vitamina D em recém-nascidos aumenta a chance de desenvolvê-la anos depois.

A equipe contou com amostras de sangue de bebês da Dinamarca. Então, comparou a concentração da substância dos que posteriormente manifestaram a psicose com as dos que não a apresentaram (grupo controle). Assim, chegou à conclusão de que aqueles com taxas menores tiveram risco dobrado de ter o transtorno.

O pesquisador Darryl Eyles disse ao jornal Daily Mail que a vitamina D é necessária para o crescimento celular e a comunicação de todos os órgãos do corpo. Por isso, não seria nenhuma surpresa constatar que sua falta causa efeitos no cérebro. A publicação Archives of General Psychiatry divulgou as considerações.

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A verdade sobre a vitamina D não cala, e fica cada vez mais difícil para a indústria farmacêutica negar os seus benefícios.

Fontes:
USA Weekend: Most babies need a vitamin D supplement
Estudo Pediatrics: Adherence to Vitamin D Recommendations Among US Infants
Terra: Pouca vitamina D em recém-nascidos pode aumentar risco de esquizofrenia

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Pastor brasileiro é ameaçado pelo governo por se opor às políticas pró-aborto


Matthew Cullinan Hoffman, correspondente na América Latina
BRASIL, 17 de setembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Um pastor brasileiro está sendo ameaçado com “medidas legais” por autoridades do governo depois de uma pregação que condenou o apoio do PT à descriminalização do aborto, da agenda homossexual e do infanticídio cometido por tribos indígenas na floresta amazônica.
Num vídeo de YouTube que agora foi assistido por mais de 1 milhão e 600 mil vezes, o Pr. Paschoal Piragine da Primeira Igreja Batista de Curitiba, avisa seu rebanho que o PT, que está no governo, está buscando criar “iniquidade institucionalizada” no Brasil.
“Precisamos assumir uma postura e dizer: ‘não queremos isso em nosso país’, e buscar pessoas para nos representar que digam, ‘votarei contra tais coisas’. Caso contrário, a iniquidade será oficial, e Deus não terá opção senão julgar nossa terra”, diz Piragine.
“E eu não só pediria para você orar — penso que todos temos de orar —, mas também para assumir uma postura, e quando você votar, votar por pessoas que assumam uma postura clara contra essas coisas e fazer um compromisso de lutar no Congresso Nacional, e nas instituições do governo, contra a legalização da iniquidade”, acrescenta ele.
Depois de mostrar a seu rebanho uma apresentação de vídeo sobre os movimentos políticos pró-aborto e anti-família que ameaçam legalizar o aborto e destruir o casamento tradicional, Piragine comenta que o PT “fechou questão sobre esse assunto”.
“Em seu congresso desse ano, ele, no seu congresso geral, quando eles indicam seus deputados, [o presidente Lula] fechou questão sobre essas questões. Ou seja, se um deputado, se um senador do PT, se ele votar contra, de acordo com sua consciência, contra qualquer uma dessas leis, ele é expulso do partido. Já dois deputados federais foram expulsos do PT, por se manifestarem contra o aborto.”
Comentando que alguns bispos católicos já haviam exortado os brasileiros a votar contra o PT, Piragine acrescenta: “Eu diria para você a mesma coisa. Algumas pessoas não vão gostar do que eu estou falando, mas estou falando bem claramente”.
“Como pastor eu nunca fiz isso. Eu não estou dizendo para você votar em A ou B. Eu vou dizer para você em quem não votar: em pessoas que estejam trabalhando pela iniquidade em nossa terra. Porque senão queridos, Deus vai julgar a nossa terra.”

Reação irada

Aparentemente alarmados com a distribuição em massa do vídeo, elevadas autoridades do governo Lula estão atacando Piragine.
Numa entrevista a Rádio CBN do Brasil, o membro do PT e deputado Enio Verri expressou revolta com o vídeo.
“Com suas próprias palavras ele cometeu um grande pecado e terá de responder à sua comunidade”, disse Verri. “Mas o PT vai tomar as providências legais cabíveis o mais rápido possível, tenha certeza disso”.
O líder do governo na Câmara dos Deputados respondeu com uma carta pública negando as acusações de Piragine e afirmando que os membros do PT têm o direito de discordar da linha partidária baseados em motivos de consciência.
“Não é a verdade que deputados do PT foram expulsos por se manifestarem contra o aborto”, escreve o deputado federal Gilmar Alves Machado. “É verdade que eles tiveram conflitos com movimentos de mulheres sobre questões relacionadas ao aborto, mas não houve expulsão. Em função desses problemas, eles foram punidos pelo PT, o que os levou a mudarem de partido”.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

PARA ESPECIALISTAS, LULA PASSOU DOS LIMITES


"Nós somos a opinião pública", disse o presidente. Entidades reagiram

Marina Dias, Adriana Caitano
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa da entrega de casas populares na manhã deste sábado (18), em Campinas

Lula participa da entrega de casas populares,sábado (18), em Campinas (Mauricio Lima/AFP)

Marcus Vinicius Furtado Coelho , da OAB: "Ele é hábil com as palavras e acaba dirigindo o debate para o papel da imprensa, quando uma investigação deveria ser discutida" Lula só defende a imprensa quando as matérias publicadas afetam seus adversários, mas quando afetam seus aliados, ai a imprensa não presta!

Durante comício na cidade de Campinas (SP), no último sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esbravejou declarações agressivas contra a imprensa que causaram indignação em vários setores da sociedade. Temendo que a ligação de sua candidata à Presidência da República, Dilma Rousseff, com a ex-ministra Erenice Guerra, envolvida em escândalos na Casa Civil, causasse reflexos na corrida eleitoral, Lula acionou o botão de emergência.

Em um discurso inflamado, atacou os veículos de comunicação, classificando-os como destiladores de ódio e mentira. "O que eles não se conformam é o pobre estar conseguindo enxergar com os seus olhos, não precisa do tal do formador de opinião pública. Nós somos a opinião pública e nós mesmos nos formamos”, disse. De acordo com especialistas consultados pelo site de VEJA, Lula passou dos limites quando deixou a emoção dominar suas palavras em cima do palanque. 
Especialista em direito eleitoral e secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho acredita que Lula tem desviado o foco da questão ao atacar a imprensa em vez de discutir o mérito das denúncias contra integrantes de seu governo. "Ele é hábil com as palavras e acaba dirigindo o debate para o papel da imprensa, quando uma investigação deveria ser discutida". Para Coelho, um comentário do presidente deve ser encarado com cautela. "Lula fala do alto de sua popularidade e acaba se convencendo de que a opinião dele é a da maioria do povo, mas a verdade é filha do tempo, não da autoridade, como disse Abraham Lincoln", rebate o secretário-geral da OAB. 
Professora de direito eleitoral da Universidade de São Paulo (USP), Monica Herman Caggiano considera a fala do presidente um "discurso típico de comício" e defende que ele demonstrou ter medo da crítica. "Na realidade, ele não está no ataque, mas na defesa. Criticou a imprensa porque se sentiu incomodado e com medo de que as denúncias atinjam a campanha".

Já o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Antonio Jorge Ramalho, acredita que esse tipo de "opinião inflamada não vai modificar o processo eleitoral". "Quando Lula afirma que "nós somos a opinião pública", explica Ramalho, ele está querendo associar-se ao povo mais pobre. "Mas não concordo com essa declaração, pois sempre haverá formadores de opinião, pois essa é uma responsabilidade das lideranças sociais, e não só políticas". 

Reações petistas - Lula não chegou a declarar, em público, aquilo que disse o ex-ministro da Casa Civil e deputado cassado José Dirceu, um dos réus do processo do mensalão. Em evento com sindicalistas em Salvador (BA), Dirceu afirmou que há "excesso de liberdade e do direito de expressão e da imprensa". A frase resume o pensamento da esquerda brasileira a respeito do assunto.

Nesta segunda-feira, foi a vez de Dilma Rousseff atacar os meios de comunicação. Irritada com as acusações de irregularidades em sua gestão na Secretaria de Minas e Energia do Rio Grande do Sul e na Federação de Economia e Estatística do estado, publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo, a candidata transformou uma agenda pública de campanha em oportunidade para atacar a imprensa. "Quero fazer um protesto veemente contra a parcialidade do jornal Folha de São Paulo. Fui julgada em todos os anos pelo TCE. Todas as minhas contas foram aprovadas". 

Também nesta segunda-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) reagiram à fala do presidente. Ophir Cavalcante, presidente da OAB, chegou a afirmar que as declarações de Lula foram "lamentáveis". Em cima do palanque - e ao lado de Dilma - o presidente disse: "Tem dia que determinados setores da imprensa brasileira chegam a ser uma vergonha. Se o dono do jornal lesse o seu jornal ou se o dono da revista lesse sua revista, eles ficariam com vergonha do que eles estão escrevendo exatamente nesse momento". 
Em 2004, Lula já havia protagonizado outro episódio alarmante para a imprensa livre. O presidente veio a público defender a criação de um Conselho Federal de Jornalismo, entidade que, segundo a proposta do governo, teria poderes de "orientar, disciplinar e fiscalizar" a atividade jornalística. O projeto - que também previa a punição a jornalistas - acabou sendo abortado. No fim de 2009, o presidente criou o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos, uma espécie de carta de intenções que pretendia instaurar uma comissão para limitar o conteúdo de empresas de comunicação. O projeto recebeu críticas de diversas entidades e, em maio de 2010, Lula voltou atrás, assinando a retirada dos itens que indicavam o monitoramento da imprensa.

IGREJA CATÓLICA CONTRA O PT: COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB


NOTA DA COMISSÃO EPISCOPAL REPRESENTATIVA DO CONSELHO EPISCOPAL REGIONAL SUL 1 – CNBB


A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico “www.cnbbsul1.org.br”.

São Paulo, 26 de Agosto de 2010.


Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1



APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS


Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,

- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.


COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB
Publicado em 27/08/2010 - 09:56