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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Concurso Cultural Efeito Liso


Posted: 08 Apr 2010 06:06 AM PDT
As respostas poderão ser enviadas para a promoção até o dia 29 de abril de 2010. Prêmios: 05 (cinco) chapinhas modelo SS11, da marca Conair. Para participar da promoção revista Nova, os interessados deverão acessar o site www.nova.abril.com.br,  efetuar seu cadastro informando nome completo, CPF, RG, endereço completo, cidade, estado, CEP, telefone, idade e e-mail, e responder à [...]

Concurso Cultural 7 Anos de Felicidade


Posted: 08 Apr 2010 06:19 AM PDT
As respostas poderão ser enviadas para a promoção até o dia 02 de maio de 2010. Prêmios: 1º lugar: 01 (um) vale compra que dará direito a compra de um Ambiente Casal Van Gogh Branco/Preto/Wengue – Móveis Europa; 2º lugar: 01 (um) vale compra que dará direito a compra de um Ambiente Cozinha Life Branco/Preto – Carraro; 3º lugar: [...]

Concurso Cultural Bio Emotion


Posted: 08 Apr 2010 06:32 AM PDT
As respostas poderão ser enviadas para a promoção até o dia 31 de maio de 2010. Prêmio: 01 (uma) viagem à Veneza – Itália com direito a um acompanhante, incluso passagens aéreas, ida e volta em classe econômica e hospedagem em hotel 3 estrelas de 4(quatro) dias e 3(três) noites, alimentação e traslados. Para participar do promoção Sina [...]

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Imprensa e Liberdade de Expressão


A diferença fundamental da mentalidade numa sociedade livre e numa subjugada, é que na primeira temos atividade pública com elevado grau de transparência e a privacidade dos cidadãos respeitada; já na segunda, temos um Estado cheio de segredos e a vida do cidadão devassada.
Eduardo Afonso Bacelar

 
Democracia é o regime político baseado na escolha pública; e a democracia-liberal na escolha publicamente feita por homens livres. Para fazer escolhas que mereçam esse nome, é preciso que haja o maior acesso possível à informação, e para que esta, por sua vez, esteja disponível, é indispensável que a livre manifestação de opinião e a transmissão de fatos e conhecimentos sejam plenamente garantidas, múltiplas e plurais.
Todos nós, que temos opinião a respeito das coisas, suspeitamos que a nossa seja a opinião certa. Alguns têm certeza. O problema é quando essa certeza se apresenta conjugada a um grau de poder capaz de fazer calar a divergência. Por isso, nada é mais importante numa sociedade que se pretende livre do que limitar o poder em geral e, particularmente, limitar imensamente o poder de sufocar a opinião discordante. Antes que eu me esqueça: isso vale, também, para os órgãos e profissionais de imprensa.
Dizia Popper que a única coisa intolerável é a intolerância, o que parece resolver todos os dilemas, mas não o faz. Ainda fica a descoberto definir o que é intolerância. Eu, por exemplo, quando tenho diferenças de opinião com a minha mulher, sempre acho que ela é muito teimosa, mas ela insiste em que o teimoso sou eu. De qualquer forma, tenho uma proposta que me parece infalível de como definir intolerância: é quando alguém nega ao outro aquilo que exige para si. Note-se que a tolerância não pede desculpas pelo dissenso ou pela diferença; apenas convive com eles sem agressão e isso já é um ótimo começo. Já o intolerante acha natural fazer ou vedar certas coisas que o deixariam furioso se fossem feitas ou vedadas para si.
Para sociedades livres, garantir o direito à livre expressão da divergência é indispensável à sua própria sobrevivência; já sistemas vocacionados para a opressão só prosperam se sufocarem, tanto quanto possível, toda a discordância eficaz. Infelizmente, isso não se expõe tão claramente quando seria de desejar. Quando o exercício do poder discricionário é exercido formalmente, assistimos a uma truculência com visibilidade; ocorre a censura oficial, por exemplo. Já quando o que predomina é a burla, ou seja, doura-se a pílula da intolerância política com uma retórica pseudodemocrática, “libertadora” ou “politicamente correta”, o que temos é a truculência com subterfúgio. É uma questão de estágio e método, mais do que de conceito: todo poder abusivo, mas não inteiramente declarado, digamos “informal”, sente-se provisório para vir a merecer o poder formalizado e manobra artifícios de legitimação.
Assistimos, entre nós, a um debate no mínimo curioso no que se refere às garantias de liberdade de imprensa, ou seja, da liberdade de expressão canalizada para órgãos de expressão pública. Alguns se preocupam e alertam para o fato de que o atual partido dominante insiste e rodeia, de todas as formas, em busca de maneiras e instrumentos que possam tutelar e encabrestar de vez os meios e veículos de comunicação social. Em paralelo, as mesmas fontes ideológicas que inspiram o atual governo, movem-se para propagandear um suposto combate ao oligopólio da informação. Em outras palavras, a pirueta é a seguinte: é preciso controlar os grandes órgãos de imprensa que não se mostrem suficientemente servis, mesmo aqueles que fazem o jogo, mas não entregam completamente a alma. Eles representam “interesses”, essa palavra terrível que no Brasil causa arrepios e nos remete, sabe Deus por que, ao Estado como salvação.
Não há censura no Brasil, exceto por caminhos tortuosos como o que hoje atinge o jornal O Estado de São Paulo, impedido judicialmente de divulgar reportagem envolvendo uma família poderosa que, por sua vez, é dona de órgãos de comunicação. Para haver censura propriamente dita seria preciso tirar a máscara e isso não é necessário. Muito melhor que censurar é controlar a imprensa através de dependência publicitária, acovardamento em dizer que o rei está nu, cooptação e intimidação de jornalistas, saturação da pauta, produção intensiva de siglas, slogans, factóides e, um dia, na milésima investida, através de conselhos e comissões de “ética” e de avaliação da correção política da linha editorial, como proposto, novamente, pelo tal Plano de Direitos Humanos, cuja publicação o presidente apresentou, assinou, mas não leu.
A crença tola, vigente entre nós, de que em tese o Estado se dedica, necessariamente, ao interesse de todos, é uma das fontes principais da nossa desgraça. Isso poderia conter certa verdade, se o poder público brasileiro fosse mais limitado e o nosso sistema representativo fosse um primor, mas, infelizmente, ele é assustadoramente ineficaz e há remota possibilidade de que venha a ser aperfeiçoado. Não faz parte do senso comum vigente a idéia de que é preciso levar muito a sério, no plano político, aquilo que deve ser vedado ao poder estatal e a gravidade dos riscos envolvidos. Nesse meio tempo, um Estado cada vez mais poderoso e aparelhado vai, sistemática e persistentemente, sufocando a divergência, embora um estrilo aqui e outro ali possam dar a ilusão de que tudo vai bem.

Pobreza Não é Virtude


Talvez não exista nada mais representativo das diferenças culturais entre as sociedades brasileira e americana do que o tratamento que dispensam à riqueza e à  pobreza.  Enquanto os americanos costumam admirar a riqueza, os brasileiros a demonizam, como se ela fosse um pecado mortal, sinônimo de má índole ou crime pregresso.

Para Max Weber, essa diferença tem origem, provavelmente, na religião.  Os protestantes, notadamente os calvinistas, enxergam a riqueza como uma prova concreta da graça de Deus. Nas sociedades puritanas, portanto, a excelência profissional seria uma dádiva Divina, enquanto nas sociedades católicas a visão é inversa, já que a devoção religiosa implicaria o afastamento dos assuntos mundanos, inclusive profissionais.  Por outro lado, é também muito forte entre nós o velho paradigma ideológico da luta de classes, que, mesmo 20 anos depois da queda do Muro de Berlim, permanece presente como nunca por essas bandas.

Um amigo, que estudou por vários anos nos EUA durante a década de 70, conta que, certa vez, assistindo a uma cerimônia de fim-de-ano, no campus da universidade, deparou-se com algo inusitado.  Havia na platéia dezenas de senhores e senhoras segurando placas com números os mais variados.  Sem nada entender, perguntou a um colega o que era aquilo.  Para sua surpresa, ficou sabendo que os números inscritos nas tais placas, expostas com orgulho, significavam a quantidade de milhões de dólares que cada um já havia feito, desde que deixara a faculdade (sugestivamente, em inglês costuma-se dizer que alguém *faz* dinheiro, ou melhor, que transforma trabalho em dinheiro, e não que *ganha* como se diz em português).  No Brasil, ao contrário, muita gente é levada a esconder os bens que possui, ainda que obtidos licitamente e a troco de muito trabalho, para não despertar o preconceito alheio.

Não por acaso, nossa cultura popular impregnou-se de certa estética “pobrista”.  Não há um só dia em que a TV deixe de nos brindar com programas, novelas e documentários cuja proposta é a exaltação dos hábitos e costumes da chamada “periferia”.  No cinema, o processo não é muito diferente.  Para a maior parte dos produtores, especialmente aqueles agraciados com gordas verbas de patrocínio estatal, que não precisam se preocupar com coisas prosaicas como retorno do investimento, a estética da miséria é bela, é “tudo de bom”.   Assim é também na música (vide a onda “funk”), na moda e em outras manifestações culturais.

Infelizmente, essa tendência não está confinada às artes, mas se encontra disseminada nas próprias instituições e estruturas sociais. Sua face mais visível é a existência de vítimas a priori.  Alguns desvios de conduta das classes ditas menos favorecidas, como a camelotagem ou a ocupação de encostas e terrenos públicos, por exemplo, são encarados de forma complacente pelas autoridades e pela própria sociedade.  A mesma opinião pública que, corretamente, brada contra o mau comportamento “no andar de cima”, frequentemente justifica as faltas “no andar de baixo” culpando abstrações como "a desigualdade", "o sistema injusto" ou “o neoliberalismo".

Nos mais pobres, esse sentimento pode provocar dois sintomas diferentes, mas não excludentes: o mais grave leva o cidadão a enxergar-se como vítima impotente da sociedade, causando uma certa paralisia auto-comiserativa. O outro, mais visível, porém menos comum, dissemina nesses indivíduos uma indisfarçável agressividade contra o mundo à sua volta, típica dos que se julgam credores da humanidade. Paralelamente, nas pessoas com algum poder aquisitivo, porém não necessariamente ricas, manifesta-se uma sensação absurda de culpa, reféns de um conflito de consciência muitas vezes doloroso, convencidas de que seu sucesso, ainda que obtido com trabalho duro e honesto, é a razão da miséria alheia.

Essa tendência sociológica para o “pobrismo” e o “vitimismo” ao mesmo tempo desestimula a geração de riquezas (porque encaradas pela maioria como algo pecaminoso) e induz os mais pobres à ilusão assistencialista, afastando o estudo e o trabalho árduos de seus ideais de vida, colocando em seus lugares abjetas reivindicações re-distributivas, nem sempre feitas de forma civilizada – vide as ações do MST e congêneres. A questão é saber até quando uma sociedade pode sobreviver a isso.

Publicado por O Globo em 11/03/2010

"O Livro de Eli": a crítica falou mal? Então pode confiar no filme



O Livro de Eli. Filme surpreendente
Críticos de cinema são mentes previsíveis: se eles falam bem de uma grande produção hollywoodiana (como "Avatar"), é porque o filme contém necessariamente propaganda esquerdista. Se eles ignoram ou falam mal de uma outra superprodução (como "O Livro de Eli"), convém prestar atenção no que o filme tem a dizer.

A aventura futurista com Denzel Washington apresenta uma premissa surpreendente para um filme norte-americano dos dias de hoje: num planeta futurista e destruído, a batalha dos personagens é para preservar e recuperar os textos bíblicos (não aqueles "alternativos" que fazem a cabeça de gente como Dan Brown, estamos falando da Bíblia mesmo).

Nãa bastasse essa abordagem absolutamente inusitada, o filme é extremamente bem dirigido e bem produzido, tem atores carismáticos e efeitos especiais de primeira linha. Ou seja: tudo que outros filmes esquerdistas de Hollywood têm, sem ser esquerdista. Por tudo isso vale a pena ir ao cinema e conferir.


Revelando os camaradas


Prestes e a agente soviética Olga Benário. Ação do comunismo internacional no Brasil desde a década de 1930 quase sempre é esquecida quando se debate o passado
Olivro intitulado Camaradas, do jornalista William Waack – baseado em exaustiva pesquisa realizada nos arquivos da  ex-União Soviética, da Inglaterra, da polícia política de Getúlio Vargas  e  em outras praças, além de várias entrevistas – descreve com riqueza de detalhes os preparativos, a realização e as consequências da Intentona Comunista de 1935 no Brasil.

A documentação apresentada deixa claro que a organização dessa tentativa de golpe ocorreu na União Soviética, a serviço da qual se encontravam Luiz Carlos Prestes e outros   brasileiros.

Fica evidente, também, a participação de diversos estrangeiros, de variadas  nacionalidades, enviados pelos organismos russos que dirigiam as atividades dos partidos comunistas no exterior. Pela biografia dos personagens apresentados ao longo do livro, verifica-se a participação da ex-União Soviética, por meio dos partidos comunistas locais e de estrangeiros por ela enviados, em tentativas de golpes ou revolução em vários países, inclusive na Guerra Civil espanhola.

O livro mostra a história de Olga, cuja figura vem sendo romanceada, e que veio ao Brasil para ajudar a promover uma revolução para implantar o comunismo no País.  Apresenta, também, outra mulher que participou dos acontecimentos de 1935,  mas que não tem sido lembrada pelos que buscam  reescrever os acontecimentos do período. Trata-se de Elza Elvira Copello Coloni , companheira de Miranda ( Antonio Maciel Martins ),  moça simples mas muito bonita, que foi alfabetizada por uma das mulheres do grupo e que acompanhava sempre o secretário geral do Partido Comunista Brasileiro em suas visitas e reuniões – fato que a levou a conhecer não apenas todos os conspiradores, como os locais onde viviam.

Quando, após o fracasso da Intentona, Miranda foi preso, levaram também Elza –que, no entanto, foi solta pouco  depois. Isso gerou a desconfiança de Prestes e de outros dirigentes comunistas que, imaginando que ela pudesse ter denunciado os conspiradores (o que jamais foi provado), ou que pudesse vir a fazê-lo, decidiram condená-la à morte. A ordem foi dada por Prestes por escrito, conforme documento encontrado nos arquivos russos, e executada por um membro do Partido, que a enforcou covardemente. Muitos outros episódios são narrados e documentados no livro de William Waack,  que mostram a verdadeira face do comunismo.

É curioso como se discute fartamente a participação norte americana na Revolução de 1964, mas não se pesquisa a interferência da União Soviética nos episódios que a antecederam, apesar de ser conhecida sua atuação para a implantação do comunismo em todos os países. Uma pesquisa como essa, de Waack , poderia revelar coisas muitos interessantes.

E, por falar em arquivos, muito se fala na abertura dos dados referentes ao período dos governos militares para que se pudesse conhecer toda a verdade sobre os vinte anos em que o regime vigorou. Poder-se-ia saber, por exemplo, se alguns dos que lutavam contra o governo militar receberam dinheiro, armas ou treinamento do Exterior, não para a restauração da democracia no Brasil, mas para  substituir a ditadura militar por outra baseada nos modelos  da Rússia, China, Cuba e até Albânia, cujos ditadores a esquerda admirava.

Também é preciso mostrar aqueles que cometeram assassinatos, sequestros, roubos , e que praticaram atos terroristas que ceifaram a vida de muitos inocentes, para separá-los daqueles que fizeram oposição à ditadura militar sem participar da luta armada.

As novas gerações têm o direito  à verdade sobre o período da ditadura, mas toda a verdade – e não apenas à história reescrita por muitos, que  se apresentam atualmente  como tendo lutado pela democracia, mas que defendiam ditaduras comunistas, as quais se destacavam por seus métodos  sanguinários de se manter no poder.

Seria importante  saber, embora isso seja difícil, se alguns dos que lutaram para implantar o comunismo no Brasil se converteram efetivamente em democratas, ou somente mudaram de estratégia para tomar o poder, seguindo os ensinamentos de Gramsci, em vez da tática fracassada da tomada pela força. Porque, como dizia Santo Agostinho, conversão exige arrependimento e confissão.