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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Você quer uma prova da quebra de sigilo conduzida pelo PT?


Documento mostra série de acessos ao IR de Eduardo Jorge; CPF é do vice-presidente do PSDB

Eduardo Jorge teve dados fiscais violados dez vezes em Formiga, interior de Minas
Seis meses antes da série de quebra de sigilos de tucanos em SP, vice-presidente do PSDB teve IR consultado ilegalmente


Rui Nogueira e Renato Andrade, de O Estado de S. Paulo

Seis meses antes de começar a série de violações de sigilos fiscais de dirigentes tucanos e familiares em Mauá e Santo André, municípios de São Paulo, um analista tributário do interior de Minas Gerais acessou dez vezes, em um único dia, os dados do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.


De acordo com levantamento feito pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), e obtido com exclusividade pelo Estado, os acessos foram feitos no dia 3 de abril de 2009, por um analista que trabalha na agência da Receita Federal em Formiga, 210 quilômetros de Belo Horizonte (MG).

O levantamento, feito a pedido da Corregedoria da Receita, responsável pelas investigações sobre as violações e vazamento de informações, mostra que o analista mineiro não foi a única pessoa no País que acessou os dados de Eduardo Jorge no primeiro semestre do ano passado.

Segundos. Todos os acessos feitos pelo analista aconteceram em questão de segundos. De acordo com o documento obtido pelo Estado, o primeiro acesso aos dados de Eduardo Jorge aconteceu às 16h32m18s. O último ocorreu às 16h32m59s. Todas as consultas foram feitas pelo mesmo usuário, a partir de um único computador.

Eduardo Jorge, que tem domicílio fiscal no Rio de Janeiro, não tem nem negócios nem imóveis na cidade de Formiga, o que reforça o caráter de violação dos dados fiscais do tucano.

As invasões para consulta dos dados fiscais do vice-presidente do PSDB foram detectadas por meio de uma "Apuração Especial". Esse tipo de investigação é pedida ao Serpro sob encomenda da Receita. Neste caso, a corregedoria pediu ao Serviço Federal de Processamento de Dados que relacionasse todas consultas envolvendo o CPF de Eduardo Jorge no período entre 2 de janeiro e 19 de setembro de 2009.

A "Apuração Especial" do Serpro informou que foram detectadas "consultas" aos dados armazenados com o CPF de Eduardo Jorge feitas pelo Banco Central, a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República. Mas nenhuma dessas instituições acessou tantas vezes os dados quanto o analista de Formiga, que entrou dez vezes no CPF de EJ.

Outras violações. O período da consulta feito ao Serpro antecede, portanto, o início da violação do sigilo fiscal de Verônica Serra, filha do candidato tucano ao Planalto, José Serra, que aconteceu no dia 30 de setembro de 2009, na delegacia da Receita de Santo André. Na sequência, foram violados, em 8 de outubro, os sigilos fiscais do economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, de Gregorio Marin Preciado (empresário casado com uma prima de Serra), do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio (no governo FHC) e Eduardo Jorge.

AMEAÇAS À DEMOCRACIA - Não falta aviso.
































Clique na imagem para ampliar e ler editorial do Estadão.

O PT PEDE E O TSE ATENDE. ELEITORES NÃO PODEM SABER QUE COLLOR APÓIA DILMA ROUSSEFF.


Mais uma vez o Augusto Nunes foi ao ponto. Nunca antes neste país um partido pediu que um apoio à sua candidata fosse proibido de ser veiculado. Sim, na verdade foi isso que aconteceu. Transcrevo o texto perfeito do Augusto Nunes a respeito dessa paradoxal demanda do PT que reverberou como uma ordem dentro do TSE. (O vídeo do programa da oposição censurado pelo TSE está em post mais abaixo). Afinal, isso é uma campanha ou uma trapaça eleitoral? E, para não deixar quaquer dúvida sobre o apoio de Collor à candidata Dilma Rousseff, eis aqui o audio do jingles da campanha do Collor: 

Leiam:

O ministro Joelson Dias, do Tribunal Superior Eleitoral, decidiu neste domingo proibir o PSDB de continuar veiculando o vídeo que registra mais uma declaração de apoio do ex-presidente Fernando Collor à candidatura de Dilma Rousseff. A liminar pedida pelo PT argumenta que gravações externas não podem ser exibidas no horário eleitoral. Conversa fiada: o que se pretende é o sumiço de uma das incontáveis provas de que Collor é hoje um bom companheiro.

“Não se esqueçam desse nome: Dilma Rousseff, presidenta, número 13 na cabeça no próximo dia 3 de outubro”, aparece berrando num comício o ex-inimigo que virou amigo de infância de Lula. Os responsáveis pelo programa apenas acrescentaram uma legenda redundante: “Collor é Dilma”. Nenhuma novidade, certo? Errado, decidiu o ministro Joelson Dias no despacho em que ensina que o vídeo “expõe o eleitor a uma informação falsa sobre o quadro da disputa eleitoral”.

Pela primeira vez, um partido pediu à Justiça que proibisse a veiculação na TV de uma declaração de apoio a uma candidatura do próprio partido. Pela primeira vez, um ministro do TSE tenta censurar uma informação verdadeira por achar que uma informação verdadeira distorce a percepção da realidade. Se Collor é Dilma, por que o eleitorado não pode saber que Collor é Dilma?

É inútil impedir que programas humorísticos façam piadas eleitorais. Políticos e magistrados cuidam disso. E não precisa da ajuda de profissionais do riso quem conta com uma Dilma Rousseff. Na entrevista coletiva de hoje, um jornalista quis saber  o que a candidata tinha a dizer sobre a aliança com Fernando Collor. Resposta:

— São problemas da liberdade democrática.

Vejam o vídeo. E não percam a chance de irritar o PT: contem a todo mundo que Collor é Dilma.

O ALERTA DE LULA. EDITORIAL DA FOLHA.

Há 14 anos, em artigo na Folha, o atual mandatário acenava com os riscos de "mexicanização" e uso abusivo da máquina pública.

"Num país onde se pratica o fisiologismo explícito e o uso e abuso da máquina pública em proveito próprio, a reeleição pode conduzir a um processo de mexicanização".

O alerta foi emitido em 1996 por Luiz Inácio Lula da Silva em artigo publicado pela Folha.

O líder petista, que havia dois anos perdera a eleição no primeiro turno para Fernando Henrique Cardoso, mostrava-se preocupado.

Via o risco de, aprovada a possibilidade de renovação do mandato, o PSDB transformar-se numa espécie de Partido Revolucionário Institucional -o PRI, que governou o México de 1926 a 2000.

Lula chamava a atenção para o peso desproporcional que os detentores do poder podem exercer num processo eleitoral por meio do aparelhamento o Estado e nebulosa arrecadação de fundos:

"O Estado mobiliza um conjunto de obras e recursos que podem ser postos a serviço de caixinhas eleitorais e troca de favores. Não é segredo para ninguém que as grandes obras públicas podem ser sobrefaturadas, e um significativo percentual delas acaba nas contas numeradas dos assessores dos mandatários, não para uso pessoal, dirão eles, é claro, mas para financiar a futura campanha. São rios de dinheiro [...] para fazer propaganda de campanha e programas mirabolantes, com a mais sofisticada técnica de comunicações para ludibriar o eleitorado".

Diante das pretensões da situação, favorável à continuidade de FHC para que o Brasil prosseguisse dando certo, Lula alfinetava: "E por que, então, não ressuscitar de uma vez o partido monarquista e colocar FHC no trono do Brasil para sempre?".

Como se sabe, aprovada e emenda da reeleição, o tucano conquistou mais um mandato e foi sucedido pelo próprio petista. Os artifícios retóricos e os argumentos que constavam do artigo de Lula poderiam, quase que integralmente, ser agora esgrimidos contra seu próprio governo.

De fato, poucas vezes na história republicana o fisiologismo foi tão explícito e subordinou-se tanto a máquina pública ao proveito partidário.

Por certo, tornaram-se ainda mais caudalosos os rios de dinheiro vertidos na candidatura continuísta -e mais sofisticadas as técnicas de comunicação para "ludibriar o eleitorado".

Utilizou-as Lula, com sua vocação de animador de plateias, para inventar a herdeira que, sem nenhuma experiência eleitoral, poderá ocupar seu trono - ou melhor, a cadeira presidencial.

As recorrentes comparações com a história mexicana, que ora voltam à cena, podem ser úteis nos torneios verbais, mas não vão muito além disso. Por mais longos que possam ser os ciclos de grupos políticos no poder, as democracias evoluídas (o que não era o caso do México) acabam sempre por experimentar uma saudável alternância administrativa.

São os fundamentos desse sistema de governo que, acima de tudo, precisam ser fortalecidos no Brasil.

Não há dúvida de que a experiência democrática em nosso país já atingiu padrões elogiáveis de funcionamento.

É preciso porém cultivá-la para que não se perca em consensos perigosos - mais ainda neste momento em que o continuísmo político poderá consumar-se em inédita hegemonia.

Falou que é maracutaia, já sabemos quem está envolvido: PT


O candidato ao governo de Minas Gerais pelo PMDB, Hélio Costa, é suspeito de ter omitido da Justiça Eleitoral o recebimento de R$ 4 milhões na sua vitoriosa campanha ao Senado em 2002.

Em sabatina promovida pela Folha/UOL em Belo Horizonte, no dia 11 de agosto passado, Costa disse que recebeu esse valor do seu suplente, Wellington Salgado (PMDB).

O montante, porém, é o dobro do total que ele declarou à Justiça Eleitoral naquela campanha. Outro detalhe: não há registro de doação direta feita por Salgado.

É a continuidade disto que queremos? Então vote em Dilma.

Agora se queremos um Brasil onde os nossos representantes sejam homens e mulheres honestos, que respeitem as leis, a Constituição, as decisões judiciais, se queremos homens e mulheres que realmente nos representem com respeito e dignidade, não é em Dilma ou em sua base aliada que devemos votar.

Só para relembrar aqueles que apoiam a candidatura oficial do Palácio do Planalto, e com os quais Dilma está comprometida:

1. José Sarney
2. Jader Barbalho
3. Paulo Maluf
4. Fernando Collor de Mello
5. Romero Jucá
6. Renan Calheiros
7. José Severino
8. Roseana Sarney
9. Newton Cardoso
10. Hélio Costa

Vamos parar por aqui mesmo. Isto é o que há de mais podre na política brasileira. É esta continuidade que queremos?

Tenho a certeza de que não. Não queremos maracutaias e enriquecimento ilícito. Queremos justiça social e liberdade.

FORA LULA, FORA PT, ABAIXO DILMA

O país sem sigilo. Assim se fazem as ditaduras


Via: Com o Perdão da Palavra
Por Paulo Briguet

Um não-leitor avisa: “Tente arrumar outra profissão”. É que no país sonhado pelos bons companheiros não há espaço para jornalistas – e muito menos para cronistas – com opinião própria. Informação? Só se tiver o carimbo do Estado, em letras garrafais: PUBLIQUE-SE. CUMPRA-SE. Antes de sair na imprensa, qualquer notícia ou comentário deverá passar pelo crivo dos Sovietes de Controle Social do Jornalismo.

“Seu tempo é curto”, diz o mesmo não-leitor. O referido é verdade e dou fé. De acordo com as pesquisas (e com os fatos), aproxima-se o tempo em que todos os sigilos serão quebrados. Em breve, qualquer cidadão de bem terá acesso on-line aos dados fiscais, bancários, telefônicos, familiares, eleitorais, ideológicos, culturais e sexuais dos Inimigos do Povo.

A máxima nacional-socialista – “Quem não deve, não teme” – ganhará força de lei. Nas escolas, durante as aulas de Cidadania e Compromisso Social, as crianças serão orientadas a denunciar pais conservadores, neoliberais e oposicionistas. Os alunos serão obrigados a escrever cem vezes: “Pai de direita não é direito”.

Os Inimigos do Povo serão obrigados a usar uma identificação padronizada. Só poderão circular em lugares públicos com enormes crachás, onde se lerá:

Eu critiquei o Bolsa Família.

Eu não elogiei empresas públicas.

Eu não aprovei as invasões de terra.

Eu defendi as privatizações do governo FHC.

Acima das frases, uma advertência em letras maiúsculas e berrantes:

CUIDADO: INIMIGO DO POVO!

De fato, o bom companheiro está certo. “Tente arrumar outra profissão.” Como não defendi o diploma obrigatório para jornalistas, logo perderei o meu. Já começo a pensar em outro serviço. Lixeiro, quem sabe? Se Ivan Klíma virou varredor de ruas na antiga Tchecoslováquia, quem sabe eu possa trabalhar com reciclagem – de papel, não de ideias.

*****

(Eu gostaria que esta crônica fosse apenas uma hipérbole do futuro próximo. Mas, pelo rumo dos acontecimentos, tem chances de se tornar uma descrição realista.)
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Assim se fazem as ditaduras

Reza a lenda que Winston Churchill, herói da humanidade, fechava a cara e saía resmungando quando por acaso encontrava o líder trabalhista Clement Attlee no banheiro do parlamento britânico.

Um dia, Attlee reclamou:

– Winston, apesar de nossas diferenças políticas, sempre mantivemos uma relação cordial. Por que você não me cumprimenta quando vai ao mictório?

– Desculpe, Clement, mas tenho medo. Vocês trabalhistas não podem ver nada grande e funcionando bem que já querem passar para o controle do Estado!

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O Mercadinho Shangri-Lá, como o próprio nome diz, não é grande, mas há meio século funciona bem. Não é por acaso que os políticos trabalhistas querem mexer ali. O controle do Estado agora se exerce de outra maneira: a autoridade municipal insiste em promover a licitação das lojas. O problema é que os comerciantes do Shangri-Lá sabem fazer pastel, sabem vender frutas e legumes, sabem atender bem os fregueses. Eles souberam criar um dos pontos mais agradáveis da cidade; no entanto, não sabem ganhar licitação. Há quem saiba – e o resultado a gente conhece.

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Um dia, a pequena lâmpada correspondente ao seu nome, leitor, vai se acender lá em Brasília, na memória do Tiranossaurus rex. No dia seguinte, você vai acordar e três funcionários de terno e gravata estarão esperando ao lado da cama. Um deles dirá:

– Acompanhe-nos, por favor.

– Mas o que foi que eu fiz?

– Não estamos autorizados a dizer. O senhor ficará sabendo de tudo na delegacia.

No caminho, dentro da viatura, você se lembrará do dia em que a filha daquele candidato teve o sigilo fiscal quebrado. Você se lembrará de que não votou na pessoa certa. Mas não conseguirá se lembrar de algum crime ou delito que possa ter cometido.

Nada disso importa. O Tiranossaurus rex vai se lembrar. E então, meu amigo, você também passará ao controle do Estado

Os evangélicos votarão em Dilma Rousseff?


Casamento entre homossexuais -  Dilma Rousseff afirmou ser  favorável em outubro de 2007, na sabatina do jornal Folha de S. Paulo, e confirmou no última dia 29 de junho.

"Sou a favor de que, do ponto de vista das suas relações, as pessoas definam o que elas acham mais adequado. Quem sou eu para julgar qualquer coisa? Depois de uma certa idade, a gente fica mais sábia"


 

Aborto - Quanto a esse tema, a candidata fez duas afirmações diferentes. Na primeira se mostrou favorável.  Porém, para se esquivar de qualquer responsabilidade, foi cuidadosa ao alegar que  'não é uma questão de foro íntimo'.   No outro, se mostrou totalmente contra.  Vejam abaixo.

Em 2007:  "Acho que tem de haver descriminalização do aborto. No Brasil, é um absurdo que não haja, até porque nós sabemos em que condições as mulheres recorrem ao aborto. Não as de classe média, mas as de classes mais pobres deste país. O fato de não ser regulamentado é uma questão de saúde pública. Não é uma questão de foro íntimo, não".   

Em 2010:  "... não acredito que tenha uma mulher que seja a favor do aborto. Não acho que as mulheres fazem aborto porque são favoráveis ao aborto. É uma coisa esquisitíssima, absurda supor que uma mulher seja a favor do aborto”, disse.  

  
Aqui não se trata do que é correto ou não.  Se trata da opinião da candidata PTista à presidência da República. E qual seria a reação dos evangélicos em relação às suas opiniões.   Números do IBGE confirmam o que já sabemos:  o crescimento vertiginoso da população evangélica no Brasil.  Eram 13,3 milhões em 1991.  Hoje, quase 20 anos depois, seremos quase 50 milhões.  Estes dados foram oferecidos pelo Pr. Armando Bispo, que podem ser averiguados.


Nos cabe a pergunta: 
Os evangélicos votarão na candidata PTista?

A melhor maneira de saber a resposta: 
entrar em contacto com eles para saber.