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terça-feira, 12 de abril de 2011

Trabalho escravo: vamos expropriar o governo; vamos expropriar Dilma Rousseff


Vocês estão acompanhando o noticiário sobre a existência de trabalho degradante nos canteiros de obras do PAC, seja na construção de usinas, seja na construção de casas. Quando é que um deputado ou senador de esquerda vai sugerir uma PEC propondo a expropriação de construtoras e empreiteiras? Do que estou falando? Leiam isto:

No dia 17 de março deste ano, a Agência Brasil noticiava o que segue:

“A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, pediu hoje (17/3) que o Senado dê prioridade à aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o confisco de terras onde for constatada a exploração de mão-de-obra escrava.
Ela lembrou que a legislação atual brasileira prevê, por exemplo, a possibilidade da perda da terra no caso de a propriedade ser usada para o cultivo de plantas usadas para a produção de drogas, o que não ocorre no caso de flagrante de trabalho escravo.
Para ela, o país não pode mais conviver com a prática desse tipo de crime e é necessário endurecer a lei a respeito de tema. “O trabalho escravo é a maior degradação que existe e não podemos mais conviver com ele”, ressaltou a ministra, durante audiência pública na Comissão de Direitos Humanos do Senado.”

A ministra está se referindo a uma PEC já aprovada na Câmara que prevê a expropriação da propriedade rural em que for constatado trabalho escravo ou análogo à escravidão. Mas o que, afinal de contas, caracteriza o “trabalho escravo ou análogo”?

O trabalho rural é regulado pela Norma Regulamentadora 31 (a NR-31) ,do Ministério do Trabalho. O empregador está obrigado a cumprir 252 itens. A depender do humor do fiscal, o descumprimento de um único já caracteriza o tal “trabalho escravo”. Querem um exemplo? Se um empregado é contratado para trabalhar numa roça de café, por exemplo, e, por alguma razão, o dono da propriedade o transfere para cuidar do jardim e do gramado da sede da fazenda, isso só pode ser feito mediante exame médico aprovando a sua aptidão para o novo trabalho. Ou isso ou “trabalho análago à escravidão”…

Agora vejam esta foto de Joel Silva, da Folhapress.

canteiro-dois-pac1

Acima, vocês vêem um alojamento de operários na periferia de Campinas, interior de São Paulo, que estão construindo casas do programa “Minha Casa, Minha Vida”. As construtoras estão trabalhando, como sabem, para o governo federal. Trata-se de uma iniciativa financiada por dinheiro público. Vejam a foto de novo, por favor. Viram? Agora leiam algumas das exigências da NR-31 que para o trabalho rural.

31.23.5 Alojamentos31.23.5.1 Os alojamentos devem:
a) ter camas com colchão, separadas por no mínimo um metro, sendo permitido o uso de beliches, limitados a duas camas na mesma vertical, com espaço livre mínimo de cento e dez centímetros acima do colchão;
b) ter armários individuais para guarda de objetos pessoais;
c) ter portas e janelas capazes de oferecer boas condições de vedação e segurança;
d) ter recipientes para coleta de lixo;
e) ser separados por sexo.
31.23.5.2 O empregador rural ou equiparado deve proibir a utilização de fogões, fogareiros ou similares no interior dos alojamentos.
31.23.5.3 O empregador deve fornecer roupas de cama adequadas às condições climáticas locais.
31.23.5.4 As camas poderão ser substituídas por redes, de acordo com o costume local, obedecendo o espaçamento mínimo de um metro entre as mesmas.

Concluindo

Bem, parece evidente que a construtora que trabalha para Dilma Rousseff, se empregador rural fosse, seria, efetivamente acusada de trabalho escravo ou análogo à escravidão. Os 252 itens da NR-31 talvez não sejam cumpridos nem na Suíça. Se vocês lerem a íntegra  — é fácil achar na Internet — , a maioria dos caseiros de propriedades rurais Brasil afora, muitos deles vivendo bem, obrigado!, seriam “escravos”. Mas não quero debater isso agora.

O que pergunto é se a valente esquerda nativa vai propor também a expropriação de empreiteiras e construtoras, a exemplo do que se quer fazer com a propriedade rural. Ou será que um dono de terra é, como direi?, “menos proprietário de sua propriedade” do que os outros?

Reitero: o que se vê acima tem a chancela do governo federal. As construtoras são apenas as empresas terceirizadas. O patrão é o governo; a patroa é Dilma!

Já sei! Vamos expropriar o governo federal! Vamos expropriar Dilma Rousseff!

Cadê a esquerda, que não bota a boca no trombone? Deve estar empenhada em algum projeto para se pendurar nas tetas do governo. A luta em favor da “craçe operária” só faz sentido quando há algum partido inimigo no poder.

POLITICAMENTE CORRETO JÁ ENCONTROU O CULPADO PELA TRAGÉDIA DE RALENGO: O REFERENDO DE 2005


A coleção de bobagens e vigarices que os "especialistas do fato consumado" têm repetido desde a lamentável tragédia ocorrida em Realengo é assustadora. 



Imagem da Internet
fotoformatação (PVeiga)


"Abraham Lincoln may have freed all men, but Samuel Colt made them equal."

Esses falsos profetas, seduzidos pela psicologização do mundo, espancam a lógica com a mesma desenvoltura com que derramam sua avalanche de argumentos desprovidos de qualquer fundamento concreto. 

Ninguém se interessa pelos dados objetivos - e o maior de todos, está posto, é a responsabilidade individual do assassino -, mas apenas pelo hobby preferido de todo pensador politicamente correto: levar os clichês para passear.
Eu fico fascinado com a desfaçatez de um acadêmico que vai à TV dizer, com um ar afetado de autoridade, que "é mais provável morrer num assalto quando se está armado".

De nada adianta lembrar à audiência que essa "constatação" não passa de umchute, afinal não há nenhum estudo empírico que a confirme.

Que nada! O estrago já está feito...

O coração condoído e a comoção nacional se encarregam de incutir no subconsciente do telespectador a mensagem nada oculta: "ARMAS MATAM! É PRECISO DESARMAR A POPULAÇÃO!"
Bullshit!

Se esse tipo de argumentação tivesse que ser levada a sério verdadeiramente, seria necessário, por honestidade intelectual e respeito ao debate, apontar o quadro geral da coisa.

Por exemplo, como quantificar quantos crimes já foram evitados simplesmente porque uma pessoa armada deu um disparo pro alto, afugentando o bandido que pretendia entrar na casa ao lado?

Ou essas estatísticas são apresentadas por inteiro, ou deixa-se de uma vez de lado esse exercício cotidiano de "mãe Dinah" que os intelectuais vêm fazendo nos meios de comunicação.
Pessoalmente, nem preciso de estatísticas para ser contra qualquer campanha estatal a favor do desarmamento.

Basta lembrar que Sarney apóia essa estrovenga ridícula e, na minha escala individual de valores, tudo o que é bom para Sarney, é ruim para o Brasil...

Estou exagerando? Bem, me digam vocês: alguém aí daria ouvidos a Sarney se ele aparecesse dizendo que comprar o carro "A" é melhor que comprar o carro "B"? Ou que um Big Bob é melhor que um Big Mac? Ou, ainda, que um milk shake de morango é melhor que um de ovomaltine? Ora, então por que diabos eu deveria escutar o que ele acha melhor sobre o porte de armas? Eu, não!
"Ah, mas isso é ser muito maniqueísta. Rejeitar só porque Sarney apóia não é algo muito simplório?"Bom, até posso concordar que seja.

Mas o fato é que há uma infinidade de argumentos lógicos capazes de mostrar - de forma conclusiva - que o desarmamento civil não tem absolutamente nenhuma relação com tragédias como a do Rio. Mostrar isso é espantosamente simples, basta que o interlocutor esteja disposto a entender.
Antes de qualquer outra coisa, é preciso que se pare de uma vez por todas com essa estupidez de dizer que ou o Brasil restringe (ainda mais!) o comércio legalde armas, ou vamos virar um país como os Estados Unidos.

Já disse antes, e repito: queira Deus que nos tornemos como os EUA! Sabem por quê? Porque lá mata-se seis pessoas por grupo de 100 mil habitantes, quatro vezes menos que nestas terras tupiniquins. Isso, meus caros, não é assim porque eu quero que seja. É assim porque assim são os fatos!
Sim, eles têm lá seus massacres em Columbines da vida, mas that's the point:nenhum lugar do mundo está livre da ação de psicopatas. Prever - e evitar - casos como o de Realengo - atenção agora! - NÃO é política de Estado, afinal é simplesmente impossível determinar quando vai ocorrer um surto psicótico em alguém.

Política pública é garantir que os cidadãos livres não sejam assaltados e mortos nas ruas, ou dentro de suas casas. Agora digam aí: onde os indivíduos estão mais protegidos no seu cotidiano? Na belicosa América, ou neste país mulato-hospitaleiro-pacífico-e-malemolente? So, I rest my case!
E eu nem vou aqui perder tempo comparando os índices de criminalidade do Brasil com os da Suíça, o país que tem a população civil mais armada do mundo. Tenho certeza que vocês já entenderam o espírito da coisa, e que não será preciso passar mais um carão no suposto pacifismo brasileiro...
"Mas se o psicopata não tem acesso a armas, há menos risco de causar mortes", argumentam os que insistem em ligar o caso Realengo ao desarmamento civil.

Meus queridos vamos entender de uma vez por todas o seguinte: um psicopata não comete suas atrocidades porque tem acesso a armas. Ele as comete porque... é um psicopata!

Não se trata de oportunidade, mas de condição, percebem?

Se o tal Wellington não tivesse conseguido comprar armas (ilegalmente, diga-se de passagem. A proibição do comércio legal can suck my balls...), ele teria entrado lá com facas, correntes, barbeadores enferrujados ou qualquer outra coisa.

O que temos de fato concreto é que proibir o comércio legal de armas não poderia garantir que fatos como os ocorridos em Realengo deixassem de acontecer.

Ou vocês acham que o psicopata, tal qual São Paulo na estrada de Damasco, veria a luz e decidiria, pelo bem dos outros, não comprar armas no mercado negro?

Ora, tenham a santa paciência!

Afinal, é preciso que se lembre que as pistolas usadas por Wellington não foram adquiridas legalmente, com emissão de nota fiscal e toda a burocracia (que é imensa!) pertinente.

Againcomo diabos a vitória do "SIM" naquele referendo (ou em algum outro) poderia ter mudado as coisas?

Não poderia! Essa linha argumentativa não passa de trapaça retórica pura e simples.
E nem vou perder muito tempo comentando a idiotice segundo a qual toda arma ilegal foi, um dia, legal. Isso implicaria dizer que todas as armas hoje na ilegalidade foram roubadas da casa de alguém, o que é, por motivos óbvios, uma estupidez sem tamanho.

Sem considerar casos como o do maluco que abriu fogo num cinema em Campinas (acho que foi lá mesmo, mas giyf), matando várias pessoas.

Pra quem não lembra, o rapaz estava portando uma metralhadora Uzi, uma arma de uso exclusivo das Forças Armadas!

Desnecessário dizer que aquela belezinha nunca foi legal, afinal ninguém pode comprar algo assim na loja da Taurus mais perto de você. E aí, desarmamentistas? Cadê seu Deus agora?!
Eu não gosto de armas. Não teria uma arma. Mas não aceito que o Estado me tire o direito de poder vir a ter uma arma, no dia em que eu decidir fazê-lo, ainda mais quando o faz valendo-se de desculpas esfarrapadas de quinta categoria!

3 dicas ÚTEIS (escondidas no celular)

CONHEÇA TRÊS UTILIDADES QUE ESTÃO ESCONDIDAS EM SEU CELULAR E NEM AS OPERADORAS ESCLARECEM, APESAR DA UTILIDADE:


Veja o que ele pode fazer por você: 
  
Emergência I:
O número universal de emergência para celular é 112 
 Se você estiver fora da área de cobertura de sua operadora e tiver alguma emergência, disque112 e o celular irá procurar conexão com qualquer operadora possível para enviar o número de emergência para você, e o mais interessante é que o número 112 pode ser digitado mesmo se o teclado estiver travado. Experimente!



Emergência II:  *3370# 
Vamos imaginar que a bateria do seu celular esteja fraca. Para ativar, pressione as teclas:*3370# 
Seu celular irá acionar a reserva e você terá de volta 50% de sua bateria. Essa reserva será recarregada na próxima vez que você carregar a bateria.



Emergência III: *#06# 
Para conhecer o número de série do seu celular, pressione os seguintes dígitos: *#06# 
Um código de 15 dígitos aparecerá é o IMEI. Este número é único. Anote e guarde em algum lugar seguro. Se seu celular for roubado, ligue para sua operadora e dê esse código. Assim eles conseguirão bloquear seu celular e o ladrão não conseguirá usá-lo de forma alguma. Talvez você fique sem o seu celular, mas pelo menos saberá que ninguém mais poderá usá-lo...Se todos fizerem isso, não haverá mais roubo de celular.


Essas informações não são divulgadas, por isso passe para seus amigos e familiares.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Piadas com minorias: analisando o telhado de vidro do CQC

Depois do orgulho gay, orgulho de pai de gay. Debate público é reduzido aos velhos chavões 'orgulho e preconceito'
Quando não estão adulando Dilma e Lula, ou tentando cassar o mandato de algum deputado mais mal comportado, os garotos do CQC estão fazendo graça. Mas o mais engraçado é que eles adoram fazer piadas com gays e com homossexualismo: são comentários ofensivos e pejorativos que, na boca de algum inimigo, serviriam como munição para a habitual perseguição imposta a “conservadores” e “direitistas”.
Mais uma prova de que toda essa conversa fiada a respeito de “homofobia e intolerância” não passa de uma engenhosa artimanha para prejudicar e censurar o pensamento e a liberdade de expressão – mas somente dos inimigos da esquerda e da militância politicamente correta.
Selecionamos alguns trechos do programa CQC exibido dia 4 de abril. Como será demonstrado a seguir, boa parte do humor desenvolvido pelo grupo baseia-se naquilo que a militância gay convencionou chamar de “desrespeito” e “intolerância”. Um verdadeiro festival de grosserias e piadas infames tendo como alvo o comportamento homossexual. Para nós, mero e legítimo exercício da liberdade de expressão e da criação artística. E para eles?
 
TRECHO 1 Felipe Andreoli na Vila Belmiro
 
 
02:00 – O repórter se refere a “bambi”, “maricon” em espanhol, pejorativo para homossexual
 
04:26 – O repórter faz piada com quem está “espiando o vestiário masculino”, dizendo que isso é “meio estranho”
 
05:32 – O repórter faz piada e ri da expressão chula “manja-rola”, que designa homossexuais no ambiente de um vestiário de clube de futebol
 
06:10 – O repórter faz trocadilho com a expressão “fechadinho lá atrás”, óbvia menção a homossexualidade
 
06:18 – O repórter repete a piada, agora mencionando o ambiente do vestiário
 
07:29 – Os apresentadores Marcelo Tas e Rafinha Bastos prosseguem as piadas com a expressão “manja-rola”. Todos riem, inclusive o auditório.
 
TRECHO 2 Rafael Cortez no Prêmio APCA
 
 
02:30 – Rafael Cortez brinca, dizendo que é “muito gay”
 
03:20 – O repórter faz um trocadilho com a expressão ”pegar no meu microfone”, alusão óbvia ao comportamento homossexual, e ri
 
05:10 – O repórter do CQC e o apresentador Rodrigo Faro brincam sobre o hábito de “vestir-se de mulher”, que seria um “desejo inconsciente” (insinuação obviamente pejorativa de homossexualidade)
 
TRECHO 3 Danilo Gentili e Rafael Cortez testam camisinhas
 
 
01:20 – Gentili brinca com o fato de que Cortez é atendido por um farmacêutico masculino e não por uma mulher, insinuando sua homossexualidade. Ele ri e manda beijos para o colega, ridicularizando-o
 
01:30 – Gentili prossegue ridicularizando o colega por sua suposta homossexualidade, ao insinuar que ele “mastiga preservativos”
 
TRECHO 4 CQTeste com Rafael Cortez e Dr. Hollywood
 
 
01:27 – O médico diz que tem “voz de gay”. Ambos riem, mas o repórter se apressa em ajuda-lo, dizendo que ele “não é gay”
 
01:41 – O repórter faz um trocadilho com a expressão ”corta com os dois lados”, alusão óbvia à bissexualidade
 
02:38 – Ambos fazem piada com cirurgia de mudança de sexo. Cortez insinua que seu colega Rafinha Bastos teria tentado fazer a operação, em comentário nitidamente pejorativo
 
TRECHO 5
 
Finalmente, compare com o que o deputado Jair Bolsonaro falou a respeito de homossexualidade e cotas em entrevista a Danilo Gentili:
 
Agora, veja alguns comentários escritos ou ditos em outras ocasiões pelo mesmo repórter do CQC, Danilo Gentili:
 
 
“Hoje São Paulo não está cinza, São Paulo está colorida. É a 14ª Parada do Orgulho LGBT. Aqui a gente encontra gay, lésbica, transexual, simpatizantes e até essas coisas aqui que eu não sei como classificar.”
 
“Só queria saber quantas aves precisam morrer pra você provar que é bicha.”
 
 
“Alguém pode me dar uma explicação razoável porque posso chamar gay de veado, gordo de baleia, branco de lagartixa, mas nunca um negro de macaco?”
 
“Quando toca a música ‘detalhes tão pequenos de nos dois’, sempre imagino um casal gay nipônico.”
 
Pergunta: quem foi mais desrespeitoso ou ofensivo às minorias, de modo geral?
 
É fácil perceber, ademais, que se eliminando a tiração de sarro em relação ao comportamento homossexual, sobra bem pouco no “humor inteligente” dos patrulheiros politicamente corretos do CQC.
 
E uma pergunta final: quantos apresentadores ou comediantes negros tem o CQC?

Cale-se! Para onde está indo a liberdade de expressão?


7 de abril de 2011 (Breakpoint.org/Notícias Pró-Família) — Uma estudante de ensino secundário da área de Chicago chamada Heidi Zamecnik estava usando uma camiseta para a escola que dizia “Be Happy, Not Gay” (Seja feliz, não gay). Ela a usou no dia depois do “Dia do Silêncio”, em que estudantes — instigados por grupos de ativistas gays — vestem roupas que expressem apoio aos homossexuais e a seu estilo de vida.
As autoridades escolares não viram problema algum com as atividades do “Dia do Silêncio”. Mas quando foi a vez da camiseta de Heidi, as autoridades escolares ficaram indignadas. Um conselheiro usou um canetão negro para riscar as palavras “Not Gay”, essencialmente sufocando a mensagem de Heidi.
Heidi, com a assistência do Fundo de Defesa Aliança, foi ao tribunal. Foi necessária uma decisão do Tribunal de Recursos do 7º Circuito dos EUA para que a escola secundária de Heidi finalmente recuasse. Conforme o tribunal explicou: “As pessoas na nossa sociedade não têm um direito legal de impedir críticas às suas crenças ou até mesmo ao seu estilo de vida”.
Bom para o tribunal! Contudo, alguém precisa dizer isso para a Universidade do Leste de Michigan. Julea Ward, uma estudante cristã de pós-graduação no curso de aconselhamento ali, foi expulsa porque se recusou a confirmar a conduta homossexual como moralmente aceitável.
Ward havia sido solicitada a aconselhar um cliente sobre um relacionamento homossexual. Ela não quis, dizendo que não poderia confirmar o relacionamento do cliente sem violar suas convicções religiosas. Seguindo o conselho de seu professor supervisor, Ward encaminhou o cliente para um conselheiro que não tinha nenhuma objeção moral para confirmar relacionamentos homossexuais.
Mas a Universidade do Leste de Michigan tem algumas normas de restrição à liberdade de expressão que proíbem “discriminação com base na… orientação sexual”. A menos que Ward se submetesse a um “programa terapêutico” a fim de entender “os erros de seus caminhos” e alterar seu “sistema de crenças”, ela seria expulsa.
Aliás, a universidade baniu as convicções cristãs e a liberdade de expressão.
Talvez você não fique surpreso de ser informado que as normas da Universidade do Leste de Michigan que restringem a liberdade de expressão não impediram o corpo docente de fazer comentários depreciativos para Ward acerca das convicções cristãos dela — logo antes de a expulsarem do curso de aconselhamento.
Ward, que também estava sendo ajudada pelo Fundo de Defesa Aliança, processou. Infelizmente, o Tribunal Regional Federal do Distrito Leste de Michigan sustentou as normas da Universidade do Leste de Michigan que restringem a liberdade de expressão com base em cláusulas antidiscriminação. Ward está agora recorrendo da decisão.
Gente, vamos ver mais e mais coisas desse tipo: Tivemos de experimentá-las no último outono, quando a Apple baniu a Declaração de Manhattan da loja iTunes porque grupos de ativistas gays protestaram. Vimos isso de novo mais recentemente quando a Apple baniu o aplicativo do Exodus International, um ministério que ajuda as pessoas a deixar o estilo de vida homossexual.
Entenda: Os grupos homossexuais de pressão política estão determinados a aniquilar tudo o que se opõe à sua agenda, castigando os que ousam abrir a boca para falar contra eles. Os ataques deles se tornaram tão malévolos que um diplomata do Vaticano, o arcebispo Silvano Tomasi, recentemente protestou na Organização das Nações Unidas sobre o modo como os cristãos estão sendo estigmatizados, difamados e processados por expressarem convicções morais bíblicas sobre a sexualidade.
Aliás, estamos vendo a demonização das convicções e expressões cristãs. Se não abrirmos a boca para falar e revidar os ataques — com amor, é claro — como fizeram Heidi Zamecnik e Julea Ward, acabaremos vendo o fim da liberdade religiosa, da liberdade de expressão — e de uma sociedade livre.  
Reproduzido com a permissão de www.breakpoint.org
Artigos relacionados:
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com

PT tem 59 mensalões não identificados na sua conta bancária. PF pede varredura.



A Polícia Federal pediu à Procuradoria-Geral da República que vasculhe a conta bancária do PT e identifique pessoas que receberam parte do dinheiro do mensalão. O relatório final do inquérito sobre a origem dos recursos do esquema afirma que continuam desconhecidos os beneficiários de 59 pagamentos, em um total de R$ 2,3 milhões (valores da época). As retiradas foram feitas entre fevereiro e julho de 2003 da conta que o PT nacional tem na agência do Banco do Brasil, na avenida São João, em São Paulo. A maior delas foi de R$ 500 mil por meio de um cheque compensado. Houve outras quatro compensações de cheques acima de R$ 100 mil.
"Deve a Procuradoria-Geral da República apreciar a necessidade e pertinência da realização das diligências [...] vez que alguns favorecidos não foram devidamente qualificados pelo Banco do Brasil", diz o relatório da PF, concluído em fevereiro. O documento traz a planilha das contas-correntes dos beneficiados pelos repasses e sugere ao Ministério Público que acesse o sistema do Banco Central para identificar seus titulares. A polícia lembra que o órgão não precisa de autorização da Justiça para realizar essa varredura, "por se tratar de dados cadastrais e não de movimentação financeira".
Os R$ 2,3 milhões têm como origem dois empréstimos contraídos pelo PT nos bancos Rural e BMG -canais usados para esquentar e movimentar o dinheiro do mensalão, de acordo com o relatório da CPI dos Correios. Um desses empréstimos, de R$ 3 milhões, foi firmado com o Banco Rural em maio de 2003. Teve como garantia um contrato assinado pela DNA Propaganda com o Banco do Brasil em 2000. A DNA tem como proprietário Marcos Valério, acusado de ser o principal operador do mensalão, junto com o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares.
São justamente eles os avalistas do empréstimo de R$ 3 milhões. O outro empréstimo, de R$ 2,3 milhões, foi tomado do BMG em fevereiro de 2003. Também teve como avalistas Marcos Valério e Delúbio, segundo a CPI dos Correios. Esta é a segunda vez que a PF aciona a Procuradoria-Geral da República para tentar vasculhar a conta do PT. Em 2006, os investigadores propuseram uma "perícia contábil-financeira" nas contas e declarações fiscais da Executiva Nacional do partido. A Procuradoria-Geral negou o pedido alegando que era "genérico".
*A matéria é da Folha de São Paulo.

Listas fechadas = ditadura das cúpulas partidárias


A síncrome das cotas
Instalada sob os holofotes da mídia, a comissão da reforma política do Senado não provocou interesse na opinião pública, o que era previsível, dada a recorrência estéril que tem marcado a trajetória do tema na história recente (e remota) do país. Nas sombras dessa indiferença, a comissão atua sem ser molestada, aprovando propostas altamente polêmicas, que passam ao largo do conhecimento da opinião pública. Promete, porém, como compensação, submetê-las, ao final, a referendo popular.
Esta semana, além de aprovar o referendo, a comissão aprovou duas propostas complicadas: o voto em lista fechada, que faz com que o eleitor vote no partido e não no candidato; e o aumento da exigência de cota de mulheres, de 30% para 50%. Por partes. O voto em lista transfere à cúpula dos partidos a escolha dos candidatos. O eleitor não sabe em quem está votando. Vota numa lista, onde pode haver nomes que goste e que abomina. Ou mesmo que simplesmente desconhece – caso da maioria.
Há ainda o agravante de que a escolha desses nomes será feita pelas cúpulas partidárias. E estas,como lembrou esta semana a senadora Kátia Abreu, que deixou o DEM para fundar o PSD, não praticam internamente a democracia que pregam ao público externo. O DEM foi o primeiro as implodir pela rebelião das bases. Outras rebeliões semelhantes estão no horizonte.
O PT, ideologicamente antípoda ao DEM, não faz diferente. Engoliu a seco a candidatura presidencial de Dilma Roussef, imposta pela vontade imperial de Lula. Se houvesse prévias, é consenso que não seria escolhida. O PT foi também forçado a aceitar alianças estaduais para as eleições de governador que sua base repudiava, com destaque para Minas e Maranhão, onde um deputado federal chegou a fazer greve de fome em sinal de (inútil) protesto.
Exemplos similares podem ser recolhidos nos demais partidos. O voto em lista fechada agrava esse quadro, estreitando o espaço democrático, tornando a representação menos representativa ainda. Já as cotas de gênero são simplesmente ridículas. A ideia de que garantem espaço à mulher inverte a realidade. Seu efeito é limitante. Por que garantir apenas 30% (conforme a lei atual) ou 50% (como quer a comissão)? Por que não 100%?
Não há nada na lei que impeça uma mulher de se candidatar para qualquer cargo da República.Tanto assim que hoje uma mulher a preside, sem qualquer estranheza. Se a maioria dos candidatos ainda é de homens, não é porque haja restrições, mas porque o interesse da mulher pela política ainda não a iguala estatisticamente ao homem, mesmo constituindo a maioria da população.
Isso, porém, depende não de lei, mas da assimilação dos novos paradigmas culturais, que é um processo gradual - e que, entre nós, avançou significativamente nos últimos tempos. Forçar os partidos a providenciar candidatas apenas para preencher cotas impostas por lei – o que já se verificou nas eleições passadas - não garante a qualidade da representação. A presença da mulher na política é fenômeno sociológico relativamente recente, mas contínuo. Não há um só segmento em que não esteja presente. Preside estatais, comanda ministérios e mesmo chefia instituições até há pouco inimagináveis, como a polícia do Rio de Janeiro. A tendência natural é que isso prossiga e se expanda, sem necessidade de cotas ou outros artifícios.
A mentalidade que preside o princípio das cotas é a mesma que idealiza como justa uma sociedade segmentada: índios, negros, homossexuais etcLevada ao extremo, a síndrome da cotização poderá contaminar as eleições, subvertendo o princípio constitucional (artigo 5º) segundo o qual “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza (...)”.
Só falta agora criar impostos diferenciados para cada um desses segmentos, em nome da defesa das minorias. A segmentação contínua fará da sociedade brasileira uma sociedade de minorias, regidas por leis que já não terão aplicação geral, criando um país de desiguais, com direitos desiguais. Quem tiver um lobby mais forte levará vantagem. Democracia, claro, é outra coisa.
Por: Ruy Fabiano