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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Alexandra, a hacker de 9 anos que criou um app para fazer os pais levarem os filhos para brincar com os colegas

Alexandra, a hacker de 9 anos que criou um app para fazer os pais levarem os filhos para brincar com os colegas:
Hoje é o Dia Internacional da Menina1 e, após anos ouvindo falar da inclusão das mulheres e das crianças no cenário tecnológico, quero dedicar o topo da página do BR-Linux a um caso inspirador: Alexandra Jordan, a menina de 9 anos que, para resolver um problema típico das crianças da idade dela, resolveu criar um webapp, e se encarregou de defini-lo, coordenar o design (executado por um profissional), e até de divulgá-lo. O app, chamado SuperFunKidTime, deve ser lançado em novembro, e serve para que os pais sincronizem as datas de disponibilidade para organizar e fazer acontecer as visitas de colegas de aula (da mesma escola e turma) para brincar durante as férias. Nas palavras da própria Alex, "eu fiz porque os pais SEMPRE esquecem de trocar informações de contato antes das férias começarem".
No vídeo acima você vê a própria Alex apresentando, durante o minuto a que tem direito numa hackathon, o que é e para que serve o seu app.
O espírito hacker, que faz a pessoa "coçar sua própria coceira", na definição original, fica bem demonstrado pelo que a Alexandra já fez. Mas ela foi além: a experiência a fez se interessar pela programação propriamente dita, e desde então ela aprendeu Ruby (e HTML) com a ajuda do seu pai e do Codecademy. Ela mesma conta a sua história, e vale a leitura.

A Alex conta que gosta de programar, mas também de ler, escrever, desenhar, matemática, TV e jogos de palavras. Me agrada que na sua lista de motivações, as questões do gênero estão presentes, mas só em 4º lugar na fila, atrás de outros itens como ser uma boa pessoa, ajudar o mundo e fazer descobertas. Ela também tem um Raspberry Pi, e quer aprender a programar também no ambiente dele.
O app dela ainda nem está lançado (mas já tem 5.000 inscritos), mas ela já tem ideia para o próximo: SafeTube, um app de vídeos com filtros bem afinados, que atendam às demandas do irmão dela, que é autista e às vezes chega a vídeos inapropriados ao pesquisar no Youtube.
Curiosamente, ela também tem interesse em ajudar mais meninas a aprenderem a programar. E ela não pensa em fazer isso criando um grupo para debater a questão do gênero na Computação (até porque já existem boas opções e ela deve ter ouvido falar de quase todas), mas sim fazendo reuniões de 1 hora por semana depois das aulas da sua escola, nas quais ela mesma vai ensinar o que aprendeu.
Feliz dia da menina, Alexandra! (via techcrunch.com - “My Experience As A Fourth Grade Hacker | TechCrunch”)
  1.  Declarado pela Resolução n. 66/170 da ONU

5 distribuições Linux para computadores antigos e com pouco processamento

5 distribuições Linux para computadores antigos e com pouco processamento:
Enviado por Ricardo Ferreira Costa (linuxdescomplicadoΘgmail·com):
“Um dos grandes benefícios dos sistemas Linux é ter a possibilidade de reutilizar computadores antigos e com pouco processamento, aparentemente, com nenhuma utilidade. Com o nítido desenvolvimento de diversas distros Linux, o nível de processamento computacional exigido para algumas delas vem aumentando proporcionalmente, tendo como exemplos: o Ubuntu, o Fedora e o openSUSE. Em contrapartida, existem outras distros que são destinadas, justamente, a exigir pouco recurso computacional; dando condições para instalar um sistema Linux no seu PC Pentium II, com 128Mb de RAM e 20GB de disco, por exemplo. Portanto, conheça 5 distribuições Linux que são destinadas para computadores antigos e com pouco processamento.” [referência: linuxdescomplicado.com.br]

Com o Shumway, a Mozilla quer dar adeus ao plug-in Flash e substitui-lo por Javascript

Com o Shumway, a Mozilla quer dar adeus ao plug-in Flash e substitui-lo por Javascript:
Via idgnow.uol.com.br:
(...) se a Mozilla conseguir executar seus planos, ela poderá matar de vez os plug-ins Flash com uma tecnologia que é onipresente na web e impossível de matar: o JavaScript. Desde 2012, a fundação trabalha num projeto chamado Shumway que permitirá executar arquivos SWF (Shockwave Flash) numa página web usando puro JavaScript sem precisar de plug-ins.
Sua implementação original foi na forma de um add-on para o navegador Firefox (claro), mas segundo seus seguidores mais próximos, o Shumway está para ser incluído formalmente no Firefox como padrão. Na página de demonstração do site há vários exemplos, que para funcionar precisam da extensão instalada na versão atual do Firefox.
Por hora ainda não é possível livrar-se arbitrariamente do velho plug-in Flash com o Shumway. Segundo a documentação de desenvolvimento, muitos recursos do SWF não foram incluídos ainda, mas levando em conta as evoluções recentes do JavaScript, é possível esperar que todos os recursos do Flash possam ser refeitos como HTML5 puro e JavaScript.
(...) A Mozilla já fez algo semelhante para leitura e apresentação de arquivos PDFs usando JavaScript puro, e já embutiu o recurso no browser como padrão desde a versão 19. Ela funciona também nos dois browsers, Firefox e Chrome, com uma pequena diferença visível de velocidade se comparada com os plug-ins nativos de PDF para os dois browsers - embora alguns PDFs ainda se materializem de forma incoerente, particularmente aqueles que têm fontes embutidas.

Agora vai: Serpro diz que Expresso V3 identifica qualquer tentativa de acesso ilegal e vai livrar governo da espionagem

Agora vai: Serpro diz que Expresso V3 identifica qualquer tentativa de acesso ilegal e vai livrar governo da espionagem:
Ele disse mais: segundo o presidente do Serpro, na sua infraestrutura ele garante que não haverá invasão, e o uso da tecnologia, cuja implantação começa em novembro, trará economia, já que não haverá cobrança para o tráfego de dados e uso dos servidores – que atualmente usam software fornecido pela Microsoft.
A presidência da república deu prazo: tudo tem que estar pronto até o 2º semestre de 2014.

Via g1.globo.com:
O presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Marcos Mazoni, afirmou nesta segunda-feira (14) que o novo sistema de e-mails desenvolvido pelo órgão para proteger dados será capaz de “livrar o governo completamente da espionagem”.
De acordo com ele, uma tecnologia chamada Expresso V3 e desenvolvida pelo órgão - que presta serviços de Tecnologia da Informação e Comunicações para o setor público  - é capaz de identificar quaisquer tentativas de acesso ilegal de informações.
Todo o tráfego de dados ocorrerá em servidores do Serpro e por fibras óticas de empresas públicas, como a Telebrás, sem uso de redes estrangeiras.

Elementary OS: o que uma distribuição derivada do Ubuntu tem de tão diferente?

Elementary OS: o que uma distribuição derivada do Ubuntu tem de tão diferente?:
Enviado por Ricardo Ferreira Costa (linuxdescomplicadoΘgmail·com):
“O Elementary OS é uma distro baseada no Ubuntu. Uma distro muito nova (a primeira versão surgiu em meados de 2011) que está causando alvoroço na comunidade Linux. Mas por quê? Contrariando a ideia que a maioria das distros derivadas do Ubuntu são apenas uma mudança de aparência; o Elementary OS vem conduzindo um projeto amplo e desafiador. Entre características de aparência, desempenho e aplicações; surgiu também uma mudança de postura perante ao software livre. Portanto, para ter uma visão completa sobre essa distribuição que não vem disposta a ser mais uma, mas sim ser uma distribuição essencial para a maioria dos usuários, leia este artigo!” [referência: linuxdescomplicado.com.br]

Migração: Linux com aparência de Windows

Migração: Linux com aparência de Windows:
Enviado por Esdras Andrade (geoparalinuxΘgmail·com):
“Este artigo estimula a migração de usuários windows ao mundo do Software Livre, uma vez que toda mudança pode causar receio e estranheza em função do desconhecido, sendo, portanto, inevitável a comparação.
Mas por quê usar um Linux com a aparência do Windows? A resposta é simples. Tem-se todas as características de um Linux aliada ao costume à interface do Windows, diminuindo a curva de aprendizado do usuário com o novo sistema operacional.” [referência: geoparalinux.wordpress.com]
O artigo "Migração: Linux com aparência de Windows" foi originalmente publicado no site BR-Linux.org, de Augusto Campos.

9 anos do Ubuntu

9 anos do Ubuntu:
Neste final de semana completaram-se 9 anos desde o lançamento do Ubuntu 4.10, primeira versão pública da distribuição. E há exatos 9 anos o lançamento foi noticiado aqui no BR-Linux, em uma notícia que também falava do lançamento de uma versão RC de outro sistema operacional com mais tempo de estrada.
Eu conheci o Ubuntu pouco antes, quando ainda frequentava o FISL. Na edição daquele ano houve uma conferência de desenvolvedores do Debian no mesmo período por lá, e bastante gente andava testando e comentando um fork do Debian que estava começando a aparecer. Uma amiga intrépida teve até mesmo a distinta honra de estar entre as primeiras a perder o conteúdo do HD de seu notebook por se aventurar a instalar os pacotes pré-pré-pré-alfa ��

Nestes 9 anos bastante coisa aconteceu, com o Ubuntu tendo representado há relativamente pouco tempo – na minha opinião – o apogeu dos desktops baseados no GNOME e um exemplo para qualquer estudo de caso de participação da comunidade nos rumos de um projeto amplo e multifacetado.
Logo depois desse período, surgiram decisões estratégicas envolvendo o mercado mobile e outras iniciativas fora do desktop tradicional, surgiu também o Unity, e distribuições paralelas como o Kubuntu foram encerradas ou passadas adiante, com a mesma velocidade com que iniciativas como o Ubuntu para TVs ou para celulares saíram à cata de fabricantes interessados em embarcá-las em seus produtos, e voltaram.
O ano de 2013, no qual a distribuição completa 9 anos, poderia ter sido o ano em que a Canonical provaria que estava certa ao decidir abandonar uma vez mais o que as outras equipes estavam fazendo e optar por criar o Mir, seu próprio servidor gráfico que até o momento bastante gente já rejeitou suportar (e é curioso que no final de semana do aniversário o habilidoso fundador do Ubuntu tenha usado generalização e um discurso político para tentar reduzir a razões políticas as motivações desses outros projetos e organizações que não se vêem motivados a suportar o servidor que a Canonical resolveu criar para sustentar sua própria estratégia).
Mas acabou não sendo assim: na última hora o primeiro aperitivo do Mir que chegaria ao desktop (o XMir) no Ubuntu 13.10 acabou tendo que ser deixado para depois, e boa parte das análises que li sobre o lançamento da nova versão acabaram falando mais sobre o que acabou não estando nela do que sobre cada uma das novidades que de fato foram incluídas.
Não que tenham faltado momentos inesquecíveis para o ano de 2013 do Ubuntu: foi o ano em que o bug #1 do Ubuntu foi encerrado ~administrativamente (apesar de seu critério de encerramento proposto em 2004 ser a maioria dos PCs nas lojas que visitamos terem só software livre instalado), por exemplo, e em que a Canonical tentou e não conseguiu obter diretamente dos usuários os recursos para produzir seu 1º celular com Ubuntu. No Brasil, foi também o ano em que a Canonical encerrou sua presença comercial direta no país.
Parabéns pelos 9 anos, Ubuntu! Que o 10º seja aberto, franco, comunitário e de avanço técnico. (via lists.ubuntu.com - “Announcing Ubuntu 4.10 "The Warty Warthog Release"”)
O artigo "9 anos do Ubuntu" foi originalmente publicado no site BR-Linux.org, de Augusto Campos.