segunda-feira, 21 de julho de 2014

Teleoperadora submetida por 11 meses a ócio forçado receberá indenização por danos morais

Teleoperadora submetida por 11 meses a ócio forçado receberá indenização por danos morais:

callA Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) condenou a Atento Brasil S.A, prestadora de serviços da Vivo S.A, ao pagamento de indenização por danos morais em favor de teleoperadora. O desembargador-relator, Paulo Pimenta, confirmou sentença

Tribunal declara rescisão indireta de contrato de trabalho por falta de depósitos de FGTS

Tribunal declara rescisão indireta de contrato de trabalho por falta de depósitos de FGTS:

fuiA Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região (GO) declarou a rescisão indireta do contrato de trabalho entre auxiliar de limpeza e a empresa Brilho Terceirização de Mão-de-obra e Serviços Ltda. O Tribunal entendeu que a ausência

Mãe de jogador Cristiano Ronaldo revela em biografia que tentou abortá-lo

Mãe de jogador Cristiano Ronaldo revela em biografia que tentou abortá-lo:



Mãe de jogador Cristiano Ronaldo revela em biografia que tentou abortá-lo

A mãe de Cristiano Ronaldo, Dolores Aveiro, revelou em sua biografia "Mãe Coragem" que tentou o aborto quando estava grávida do atacante pelas dificuldades financeiras encontradas na época em que vivia na Ilha da Madeira.
Dolores Aveiro (c), mãe de Cristiano Ronaldo, posa com a Bola de Ouro conquistada por seu filho
O melhor jogador do mundo foi o quarto e último filho de Dolores. Ela relatou que não teve o apoio do médico para o aborto, e tentou algumas soluções caseiras para que Cristiano Ronaldo não nascesse. Segundo a obra, Dolores chegava a beber cerveja quente e corria sem parar.
"Os meus filhos apoiaram-me muito no livro. O Cristiano Ronaldo também sabia de tudo e brincou com a parte em que eu falo do aborto e até disse: 'Vê lá tu, mãe, querias abortar de mim e sou eu que sustento esta casa toda'", disse na apresentação do livro, em Portugal.
Dois dos quatro filhos de Dolores estiveram no evento. Segundo Katia, uma das irmãs de Cristiano, o craque do Real Madrid está na China para trabalhos publicitários e não pôde comparecer.
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Pesadelo brasileiro: Copa do Mundo, palmada e aborto
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Carta Aberta a Ariovaldo Ramos

Carta Aberta a Ariovaldo Ramos:



Carta Aberta a Ariovaldo Ramos

Thiago Cortês
Caro pastor Ariovaldo,
Eu o vi pela primeira em um evento na Faculdade Latino Americana de Teologia Integral (FLAM), em Arujá, onde resido com minha família. Na hora do louvor, lembro de ter ouvido o senhor cantando bem desafinado – como todo bom batista.
Hugo Chavez e Ariovaldo Ramos
Também foi na FLAM que o entrevistei para uma revista que deixou de circular. Nós falamos de justiça social, democracia e a situação da Venezuela.
Naquela ocasião o senhor explicou porque havia ido para Caracas com um grupo de brasileiros para oferecer seu apoio a Hugo Chávez, que havia sido deposto. Lembro que, na entrevista, sua defesa de Chávez foi baseada em seu compromisso com a democracia.
Eu era jovem demais e fiquei impressionado com suas ideias. A sua preocupação com as questões sociais me fez imaginá-lo como um profeta moderno. Fui atrás dos seus artigos, entrevistas, incluindo uma reportagem especial no Le Monde Diplomatique Brasil.
Imaginei que o senhor fosse um paladino da liberdade e da democracia – e que sempre reagiria ao autoritarismo independentemente de seus compromissos ideológicos.
George Orwell, por exemplo, era socialista, mas comprometido com a verdade em qualquer circunstância. Não hesitava em dizer a verdade mesmo quando ela ofendia seus camaradas e lhe causava problemas. Imaginei que o senhor pertencesse a tal tradição…
Porém, desde que o regime venezuelano se voltou contra estudantes e trabalhadores que divergem de Nicolás Maduro, o senhor não diz uma palavra sobre a Venezuela.
As igrejas e os cristãos dissidentes venezuelanos têm sido atacados apenas porque divergem do regime. Em São Martinho de Tours, o principal templo da região foi atacado por membros do grupo Juventude Bicentenária de La Vitória, auspiciado pelo governo de Nicolás Maduro.

Não entendo o seu silêncio. Por favor, me explique! 

A Conferência Episcopal Venezuelana declarou que Nicolás Maduro tenta impor um governo totalitário na Venezuela. Mas não é apenas a comunidade cristã que tem sofrido. Os opositores do governo vivem entre a cadeia e a repressão nas ruas.
Quando esteve na Venezuela, o senhor foi recebido por autoridades de Estado e pelo então presidente Hugo Chávez. Por que o senhor não volta lá agora para visitar os cristãos opositores que estão nas cadeias e nos hospitais?

Caro Ariovaldo, por que o senhor não fala dos irmãos perseguidos na Venezuela?

O senhor sempre falou em momentos de crise e tomou posições claras. O senhor falou contra a deposição do presidente do Paraguai, contra a Guerra do Iraque, e até bradou contra a ação da PM no Pinheirinho, que o senhor classificou de “massacre”.
(Na verdade, ficou provado ser falsa a informação de que sete pessoas haviam sido assassinadas pela Polícia no Pinheirinho. Mas o senhor nunca se retificou.)
Por outro lado, a polarização ideológica na Venezuela resultou em um massacre de verdade, com vítimas dos dois lados. São centenas de estudantes e trabalhadores presos, dezenas de mortos e outros desaparecidos.  Mas deste massacre real o senhor não fala.

Caro Ariovaldo, por que o senhor emudece diante do caos venezuelano?

Isso é muito triste, caro Ariovaldo. Penso que toda pessoa decente deve condenar regimes autoritários, independente de qualquer preferência ideológica ou partidária.
Os seus séquitos afirmam que o senhor é bem intencionado. Por isso, ainda que defenda dogmas ideológicos dos chavismo – e mesmo o regime chavista! – não merece ser cobrado pelas conseqüências concretas das ideias e dos governos que defende.
Em outras palavras, o senhor pode defender o que quiser nas igrejas, na mídia, diante do nosso povo e ninguém tem o direito de cobrá-lo qualquer responsabilidade.
Isso me leva a outra questão: a sua definição de cristão.
Em uma entrevista sobre suas posições políticas, o senhor dá a entender que o cristão verdadeiro é aquele que têm os dogmas ideológicos de um militante de esquerda.
Fiquei decepcionado com sua visão simplista da realidade.
Frank Britto, do blog Resistir e Construir, fez uma brilhante desconstrução dessa mistura entre Evangelho e socialismo.  Ele anota a diferença entre as ordenanças bíblicas para que busquemos a justiça e a ideia secular de que os governos devem buscar tais fins.
“O problema de Ariovaldo Ramos é presumir – sem qualquer razão ou justificativa bíblica ou racional – que o fato do cuidado dos desamparados ser uma ordem de Deus enfatizada por toda a Bíblia signifique que seja responsabilidade do governo civil fazer com que tal ordem deva ou que sequer possa ser cumprida”
Frank explica: “Ariovaldo Ramos faz de conta que existe a responsabilidade bíblica de que isso se cumpra por meio da imposição do governo civil, ainda que não exista qualquer ordem, mandamento ou evidência bíblica a respeito disso.”
E isso me conduz ao último e não menos importante tópico desta carta: o seu recente apoio a Política Nacional de Participação Social (PNPS), que submete todos os órgãos da administração federal a conselhos de “representantes da sociedade civil”.
A PNPS prevê a criação de “conselhos populares” formados por integrantes de “movimentos sociais” que poderão opinar sobre os rumos de órgãos e entidades do governo federal
Caro Ariovaldo, acredito que o senhor tenha experiência de vida e conhecimento histórico suficientes para entender que a democracia é frágil e pode ser seqüestrada por grupos organizados, principalmente se estes são financiados pelo partido no poder.
Lembro que o senhor rechaçou, com toda a razão, a afirmação ingênua de conservadores segundo os quais Marco Feliciano representava os evangélicos.
Mas o senhor acredita que movimentos de ultraesquerda representam o povo?
Isso também seria muito ingênuo. Todas as pesquisas sérias apontam um fato indigesto para os grupos de esquerda: a população é majoritariamente conservadora, quer, entre outras coisas, a diminuição da idade penal e punição exemplar aos corruptos.
Os tais movimentos sociais (todos eles financiados com verbas públicas) que ocupariam os conselhos “populares” estão umbilicalmente ligados a uma agenda de ruptura social que claramente não representa a vontade da maioria da população.
Os conselhos “populares” nada teriam de populares: seriam apenas mecanismos para dar poder a movimentos sectários e minoritários que não têm qualquer força eleitoral.
Alexis de Tocqueville alertava que o risco da democracia é que ela se suicide.

O senhor não pensa que é preciso ter mais prudência?

Os seus artigos e aforismos poéticos estão cada vez mais carregados de utopismo:
“Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!”
Em nome de ideais utópicos, o senhor estimula os crentes a avançar contra a Polícia?
Caro Ariovaldo, isso não o faz lembrar dos jacobinos? Eles prometiam liberdade, igualdade e fraternidade, mas depois da Revolução Francesa entregaram um banho de sangue. E depois de tanto louvor à liberdade, o poder foi acabar nas mãos de Napoleão Bonaparte…
Sou jovem (ainda), mas aprendi que a natureza humana não permite que sonhemos com a construção de um Paraíso na Terra. Acredito que isso sequer tem base bíblica.
Nós somos seres caídos, desprovidos de sabedoria e virtudes, incapazes de produzir nada perfeito com nossas mãos. O Reino de Deus não pode ser forjado por nossos governos.
É estranho que o senhor, um pastor, aparentemente não pense assim.
Ao apoiar a criação de conselhos “populares” que fortalecem movimentos que não passam corrente de transmissão da agenda da ultraesquerda e do partido no poder, o senhor contribui para colocar nossa jovem e frágil democracia em perigo.

O senhor não percebe isso?

Infelizmente, a poesia e as boas intenções não são suficientes, caro Ariovaldo. É preciso prudência e humildade na política, afinal, fazer política é lidar com a vida dos outros!
Karl Popper e outros pensadores que são referências na ciência política defendem que a democracia não existe para nos conduzir a um futuro utópico, mas para evitar males concretos como o conflito fratricida pelo poder e a conseqüente ruptura do tecido social.
A democracia, dizia o velho Popper, é um regime que descarta a perfeição e nos permite a convivência entre grupos com interesses antagônicos através da alternância pacífica deles no poder. Democracia, caro Ariovaldo, não é o regime dos sonhos: apenas previne os pesadelos.
O manifesto de apoio a PNPS – que o senhor assinou – cita uma frase do teólogo Reinhold Niebuhr:  “A capacidade do homem para praticar a justiça torna a democracia possível; mas a inclinação do homem para a injustiça torna a democracia necessária.”
O senhor deve saber que Niebuhr, embora tivesse posições políticas liberais, era um conservador moral que criticava o “excesso de otimismo” dos liberais que negam as implicações de uma natureza humana corrompida desde o pecado original.
Infelizmente, caro Ariovaldo, parece ser este o seu caso. O senhor não considera o pecado original, tampouco nossa natureza viciada em poder, status, egoísmo. Dar poder demais a alguns homens supostamente bondosos é uma receita para a tragédia.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale, o jurista Valmir Pontes Filho (que preside Comissão de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil), entre outros juristas, enxergam esse risco.
Se o senhor insistir com a falácia de que os tais conselhos servem para “aprofundar a democracia”, respondo com um dado histórico importante: eles foram criados em 1937, ou seja, no ano em que o Brasil caiu na ditadura do Estado Novo.
Caro Ariovaldo, só o que peço é que o senhor reflita – sobre os fatos, os dados históricos, o nosso estado de decadência moral oriundo do pecado original – e retire o seu apoio aos conselhos “populares” e toda a agenda dos grupos que querem a ruptura social.
E assim, talvez, o senhor evite entrar para a História como parte de um grupo de cúmplices de um golpe contra a nossa jovem democracia.
Abraços fraternais,
Thiago Cortês
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
Ariovaldo Ramos na Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Para Jean Wyllys, avião derrubado na Ucrânia pode ter sofrido “ataque homofóbico”

Para Jean Wyllys, avião derrubado na Ucrânia pode ter sofrido “ataque homofóbico”:



Para Jean Wyllys, avião derrubado na Ucrânia pode ter sofrido “ataque homofóbico”

Esta é a explicação de Jean Wyllys para queda de avião

Myrcia Hessen
Comentário de Julio Severo: Agora está mais que compravado: o ativista gayzista Jean Wyllys é um promotor de teorias gays de conspiração. Só porque 100 especialistas de AIDS estavam no avião que foi abatido na Ucrânia, Wyllys parte para a conclusão, de acordo com o jornal Diário do Poder, de que foi “ataque homofóbico.” É verdade que a AIDS se tornou a principal fonte para canalizar recursos financeiros para o ativismo homossexual no mundo. Mas concluir daí que a derrubada do avião visou deliberadamente interferir no fluxo do financiamento multimilionário da AIDS para grupos de militância gay é sintoma de uso de drogas ou, já que Wyllys já admitiu sua crença em exus, baixou algum espírito de porco gay nele. O que ele vai dizer em seguida, sob a inspiração desse espírito? Que a derrubada do avião foi ordenada por Julio Severo ou Silas Malafaia? Se Wyllys fosse tão corajoso assim quando o tal espírito baixa, ele bem que poderia acusar que foram os radicais islâmicos da Arábia Saudita que ordenaram o suposto ataque “homofóbico.” Fica a dica para Wyllys. Leia agora a reportagem do Diário do Poder:
Jean Wyllys
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) causou alvoroço nas redes sociais ao levantar a hipótese de que o Boeing-777, da Malaysia Airlines, foi, na verdade, vítima de um “ataque homofóbico”. O avião caiu na Ucrânia, na região de Donetsk, após ser atingido por um míssil. O voo saiu de Amsterdã, na Holanda, e seguia para Kuala Lumpur. Com 298 passageiros, a principal explicação para o ataque, até o momento, seria o conflito entre Rússia e Ucrânia, que, segundo Jean contou com a participação direta dos Estados Unidos – agora apontado como possível culpado, juntamente com a Rússia. “Meu olhar sobre o episódio é mais humanitário e menos preocupado com a geopolítica”, declarou o parlamentar sobre o caso.
Segundo ele, “há outro lado nefasto no episódio”, já que do total de passageiros, havia mais de 100 pessoas que seguiam para a 20ª Conferência Mundial de Aids, na Austrália. “173 eram da Holanda, país referência no financiamento de projetos e no debate avançado sobre HIV e AIDS, dentre eles, Joep Lange, um cientista reconhecido mundialmente por ter dedicado mais de 30 anos da sua vida à pesquisa sobre o HIV e a Aids”, justificou. “Caso essas informações se confirmem, haverá um impacto dessas mortes nas pesquisas e nas políticas públicas futuras de prevenção e combate à AIDS – e isto é muito grave e desalentador!”, completou.
Jean garante não querer estimular mais uma “teoria da conspiração”, mas insiste em questionar: “o fato de haver especialistas em HIV/AIDS à bordo do avião terá sido uma mera coincidência ou pode apontar para uma outra explicação sobre o abatimento da aeronave numa região da fronteira entre dois países conservadores?”. Mesmo deixando claro se tratar de uma pergunta, o post já teve quase mil compartilhamentos e mais de 200 comentários, a maioria horrorizada com a posição do deputado. “Jean Wyllys, onde eu pego o alvará para falar bosta a vontade?”, escreveu o usuário João Júnior.
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Animação – Colocando na Nuvem

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Esqueça PS4 e Xbox One: o futuro dos games está nas plataformas abertas

Esqueça PS4 e Xbox One: o futuro dos games está nas plataformas abertas:

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O final de 2013 e o início de 2014 foram agitados por dois grandes lançamentos: as duas maiores plataformas de jogos, PlayStation e Xbox, lançaram novas versões de seus consoles, o PlayStation 4 e o Xbox One, da Sony e da Microsoft, respectivamente. Conforme costuma acontecer nessas ocasiões, ambos os lançamentos receberam plena atenção da mídia e dos meios de comunicação.

Por mais interessante que essas plataformas possam parecer, lançamentos desse tipo sempre trazem mais do mesmo: hardware que incorpora os avanços dos últimos anos, gráficos mais realistas, maior poder de processamento e a continuidade de muitas das franquias que fizeram sucesso anteriormente, sendo esta uma das formas mais antigas de trazer os jogadores mais fanáticos para as novas versões dos consoles. Dessa forma, eles esperam poder reviver as velhas aventuras de seus personagens e jogos favoritos em versões melhoradas.

Contudo, desenvolver jogos para essas plataformas é algo para poucos. Para começar, o custo de aquisição do kit de desenvolvimento (que é cotado em algo próximo a US$ 2.500 para o PS4) já afasta muitos desenvolvedores independentes. Em seguida, o grau de complexidade que essas plataformas exigem demanda um número elevado de profissionais trabalhando em equipe e, consequentemente, os custos dos jogos giram hoje em torno das centenas de milhões de dólares. Tome como exemplo o jogo Grand Theft Auto V, considerado o mais caro da história. Lançado em 2013, ele custou US$ 266 milhões, cifra que supera o orçamento de muitos blockbusters hollywoodianos.

Mas se depois de tudo isso você ainda assim tiver conseguido criar seu jogo, estará inevitavelmente “amarrado” aos donos da plataforma (nesse caso, as gigantes Sony e Microsoft), tendo que optar pela necessidade da custosa distribuição de mídias físicas (as caixinhas com os discos que tendem a desaparecer) ou a distribuição digital através do modelo de “app store”. Em ambas as situações, você terá que se submeter aos termos e às condições que essas empresas impõem para a venda de conteúdo através de suas redes de distribuição online.

Situações como essas tendem a afastar a inovação, pois, quando há somas tão grandes em jogo, é compreensível que haja uma maior aversão ao risco e uma grande pressão por lucro. Isso justifica todo o marketing envolvido e a continuidade das franquias.

Não seria bom se o desenvolvimento de jogos fosse mais acessível a uma quantidade maior de desenvolvedores independentes que pudessem colocar em prática ideias e jogabilidades inovadoras? Pois é isso que está acontecendo agora, a partir das plataformas móveis e dos sistemas abertos.

OUYA – o pioneiro

A pioneira delas foi o OUYA (ouya.tv). Surgido de um dos projetos de maior sucesso no Kickstarter, a campanha conseguiu arrecadar mais de US$ 8,5 milhões através da plataforma de financiamento colaborativo, valor nove vezes superior ao objetivo inicial de US$ 950 mil.

A ideia do OUYA é simples: levar os jogos da plataforma Android para a TV e possibilitar o uso de joysticks, da mesma forma como fazem os consoles tradicionais. As vantagens dessa abordagem vão além do conforto de uma tela maior e de um joystick nas mãos: os jogos possuem preços compatíveis com as plataformas móveis (girando em torno de US$ 5) e qualquer desenvolvedor pode disponibilizar seus jogos para o console. Assim como acontece com o Android, não há custo para a aquisição do SDK, e a loja fica apenas com uma porcentagem dos jogos vendidos. Isso é um estímulo à criatividade: quanto mais gente no ecossistema, melhor – ganha a plataforma e ganham os jogadores. Há espaço inclusive para jogos de nicho, como aqueles com visual retrô, coisa impraticável nas plataformas mais “modernas”.

Apesar de custar apenas US$ 99 (um quarto do valor do PS4 e um quinto do XBox One no mercado americano), o hardware do OUYA se assemelha ao de um tablet topo de linha: processador NVidia Tegra 3 quad-core, 1 GB RAM, 8 GB de armazenamento em flash, conexão HDMI com saída 1080p, WiFi 802.11bgn e bluetooth 4.0. É possível até mesmo montar seu próprio hardware e imprimir o case em um impressora 3D.

SHIELD – a aposta da Nvidia

Com abordagem semelhante ao OUYA, a Nvidia lançou seu console próprio, o SHIELD, com o mesmo intuito de dar vida nova aos jogos criados para a plataforma Android. Nesse caso, o apelo principal continua sendo a aposta na mobilidade, mas com a jogabilidade de um dispositivo dedicado: um joystick semelhante aos videogames comuns, LCD de alta definição, alto falantes de excelente qualidade. Além disso, o SHIELD aposta no processador de última geração da fabricante (o Tegra 4) e traz a interessante possibilidade de fazer streaming de alguns jogos do PC para o console ou de eventualmente jogar os jogos na TV através de conexão Wi-Fi.

Tanto o OUYA quanto o SHIELD se beneficiam do ecossistema Android, permitindo a instalação de aplicativos que podem expandir as possibilidade de entretenimento dos aparelhos, ao possibilitar o uso de aplicativos Android, como YouTube, XBMC, Netflix, Plex, Pandora, Google Play Books etc.

SteamOS – foco na distribuição de jogos

O último jogador a entrar nesse campo parece ter sido a Valve, conhecida pela sua plataforma pioneira na venda de jogos online, o Steam. Em 2012, o cofundador da Valve, Gave Newell ganhou as manchetes ao declarar que o Windows 8 era “um desastre”, fazendo com que a empresa apostasse fortemente no Linux ao criar uma distribuição voltada para jogos e para a execução de sua plataforma Steam, o SteamOS. Por sua vez, as Steam Machine nada mais são do que um hardware dedicado com a plataforma SteamOS pré-embarcada. Contudo, o download do sistema operacional foi disponibilizado online para aqueles que desejam montar ou reaproveitar seu próprio hardware.

Do ponto de vista técnico, a aposta faz muito sentido: o Linux é, de fato, uma plataforma muito mais estável e flexível do que o Windows para o desenvolvimento de jogos e já atingiu um amadurecimento que permite seu uso para esse fim. Ao contrário de outros sistemas proprietários, ele não está suscetível a mudanças bruscas de rumo por parte de uma única empresa, gerando incompatibilidades e rupturas com versões anteriores. Como o desenvolvimento do GNU/Linux é aberto e colaborativo, sempre existe ainda a possibilidade de influenciar nos rumos do desenvolvimento e adaptá-lo a necessidades particulares.

Do ponto de vista estratégico, a posição também parece inteligente, pois a empresa cria uma plataforma de jogos que é “hardware agnostic”, ou seja, independente de hardware, focando o negócio na distribuição dos games – que já é a vocação da empresa – e na experiência do usuário.

Ponto sem volta

Resta ainda saber se todas essas iniciativas terão sucesso comercial. Apesar de tudo, não faltam críticos a cada um dos projetos citados: uma busca rápida na Internet e não é difícil encontrar reviews negativos. Entretanto, a minha aposta vai na direção diametralmente oposta: independentemente de sucesso comercial, já é possível pensar em modelos de negócio e distribuição que não eram possíveis há poucos anos. Modelos mais acessíveis tanto ao consumidor final quanto aos desenvolvedores e que contemplam nichos que não eram viáveis até pouco tempo.

A caixa de Pandora foi aberta, e creio que tenhamos chegado a um ponto sem volta: no caso de algum projeto fracassar, outros se sucederão corrigindo eventuais falhas e com a vantagem de ter as experiências anteriores como bússola para se guiar. As oportunidades são grandes, e quem se sair bem sucedido na criação de um mercado de games alternativo ganhará uma boa dianteira em relação aos concorrentes que vierem depois. É ver para crer.

Fonte: IMasters