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terça-feira, 16 de novembro de 2010

Guerrilha assassina das FARC aplaude a "compatriota" Dilma Rousseff.

Da Folha Poder:

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) afirmam que a presidente eleita do Brasil, Dilma Rousseff, terá um "papel determinante" para a "paz regional" e para a"irmandade dos povos do continente", ao destacarem sua trajetória "sempre ligada à luta pela justiça". "Presidente Dilma, para a senhora o nosso aplauso e reconhecimento", diz a nota assinada pelo Secretariado do Estado-Maior Central das Farc e divulgado nesta sexta-feira pela Anncol (Agência de Notícias Nova Colômbia), simpática à guerrilha. "Permita que ecoemos a justificada alegria do grande povo de Luís Carlos Prestes [líder comunista brasileiro, comandante da Coluna Prestes e uma das figuras mais perseguidas pelas ditaduras da América Latina], diante do fato relevante de terem, pela primeira vez na história do Brasil, uma mulher sempre ligada à luta pela justiça na Presidência", assinala o grupo guerrilheiro. O comunicado também ressalta a "pública convicção" de Dilma sobre a "necessidade de uma saída política para o conflito interno da Colômbia" e acrescenta que sua vitória multiplicou a esperança das Farc "na possibilidade de alcançar a paz pela via do diálogo e da justiça social". "Temos certeza que a nova presidente do Brasil terá um papel determinante na construção da paz regional e na irmandade dos povos do continente", conclui a nota. Em setembro passado, quando ainda era candidata a presidente, Dilma declarou que o Brasil só intermediaria em uma eventual negociação de paz com as Farc caso fosse um pedido do Governo colombiano.
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Trecho de entrevista concedida por Ingrid Betancourt, que esteve no Brasil na última semana:

UOL Notícias: O Brasil não considera as Farc como grupo terrorista, e um dos argumentos para isso é que essa classificação compromete o diálogo. A senhora acredita que o Brasil deveria mudar a maneira como vê as Farc?

Ingrid Betancourt: Acredito que tem de mudar tudo. As pessoas e as organizações não são o que pretendem ser, elas são o que são. Se há uma organização que sequestra, que manda bombas em igrejas e escolas, pois estão fazendo terrorismo e quem faz terrorismo é terrorista. Ou seja... Eu acredito que as Farc devem ser consideradas terroristas. Agora, segunda mudança: é preciso negociar com terroristas. Não se pode dizer que porque são terroristas então não se pode negociar. Ao contrário: porque são terroristas, é necessário entrar em um diálogo, que permita mudar a situação. Creio que são duas maneiras de enfrentar o problema que são complicadas. Porque se a questão é dialogar, a questão deve ser dialogar sabendo quem é quem. Mas não se pode desconhecer a natureza de uma organização sob o pretexto de poder dialogar. Isso me parece muito perigoso.

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