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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O tamanho da vitória de Dilma: 4,43% do total do eleitorado brasileiro


Não pensem que a guerra suja na Internet acabou. Não acabou nem vai acabar porque a máquina é fartamente financiada. Uma moça sei lá de onde postou uma mensagem com críticas aos nordestinos ou algo assim. Iniciou-se imediatamente uma corrente tentando associar a besteira que escreveu à oposição. Trato, assim, como coisa vaga porque essa canalhice tentou bater aqui no blog e, evidentemente, foi rechaçada. Há coisas com as quais não perco tempo. Há um esforço organizado, deliberado, para tentar associar os quase 44 milhões de votos da oposição a teses preconceituosas, racistas ou sei lá o quê. Até parece que alguns milhões desses votos não vieram também do Nordeste — ou, ao contrário, até parece que Dilma não foi muitíssimo bem votada no Sudeste.

Reitero: quem primeiro resolveu dividir o Brasil em “Zonas de Preconceito” foi, para não variar, Marilena Chaui. Já postei aqui o vídeo em que ela diz que Serra só venceu no primeiro turno em zonas comprometidas com o agronegócio — que, na sua desinformação hilariante, o Bozo da USP chama de “latifúndio”. Como diria Antero de Quental, esta senhora precisaria de 50 anos a menos de idade — hipótese em que a juventude desculparia a sua fala estúpida — ou de 50 anos a mais da reflexão, hipótese em que ela não tem salvação…

Dilma teve 55.752.529 votos; Serra, 43.711.388. Foram 6.020.571 que deram a vitória à petista. Por quê? Porque estivessem essas pessoas do outro lado, Serra teria vencido por um voto de diferença. Esses pouco mais de 6 milhões representam 6,05% dos votos válidos, 5,65% do total dos votantes e 4,43% do total do eleitorado. Não! Não estou minimizando a vitória de Dilma. Apenas estou dando uma dimensão da força eleitoral que a oposição demonstrou, contrastando esse dado com a arrogância dos petistas.

Tentar associar juízos destrambelhados desta ou daquela pessoas à campanha da oposição ou a seu eleitorado, como fazem as correntes delinqüentes da Internet, é coisa de gente que há tempos está dedicada não ao debate político, mas a uma variante do crime organizado.

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